terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Promessas revogadas para 2015


Ahhhh... este ano que vem... vai ser "o Ano"! 

Este novo ano, prometo, vou dedicar-me a mim, mas também vou lembrar de cuidar de "nós". Andamos tão perdidos e solitários! Bem, vou trabalhar menos e melhor e, juro, vou passar mais tempo bom com a família. 

Resolverei meus problemas financeiros, sinto isso! 

No ano que vem é certinho que viajo mais. Vou andar mais leve, reduzir a carga e, importantíssimo, não vou esquecer-me de respirar enquanto olhar o pôr do sol. Sim, olharei mais sois, mais luas, olharei mais para o céu.

Este ano novo, quando for verão, andarei com os pés descalços - algumas vezes sozinha, mas não muitas - e terminarei tudo que ficou pendente. Vou dar mais abraços, mais beijos, mais risadas, farei mais visitas. Só me conterei em demonstrar que pareço tão forte. Assumirei que não sou e pronto: exigirei ajuda, por amor. 

Para o próximo ano a meta é escrever, no mínimo, uma página por dia e correr 100 dias ao longo do ano. Haverei de conseguir!

E não farei promessas, nenhuma. Que isto de promessas, quando acaba o ano, é só para deixar uma pessoa confusa com o que andou a fazer! Portanto, se as fizer, por negligência, revogo-as todas desde já. Tal como ficam revogadas todas as disposições em contrário. 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A história do Natal, pela Vovó Ana

Estar longe e receber um e-mail com uma cartinha assim, dirigida às meninas, é mais uma prova do seu amor e a confirmação de que a distância não afasta as pessoas que se amam.

Partilhem com vossos filhos! 


"Oi Lu e Evinha, saudades de vocês! Olha hoje quero falar com vocês sobre o Natal. No dia de natal ganhamos muitos presentes e fazemos uma grande festa, mas vou contar a vocês o motivo de tanta comemoração:
O natal é comemorado no dia 25 de dezembro, mas a festa sempre começa um dia antes, durante a ceia de natal! É quando a mamãe prepara aquela mesa cheia de coisas gostosas para comer. A tradição da ceia vem da "Santa Ceia", quando Cristo reuniu seus Apóstolos e instituiu o Santíssimo Sacramento.
No dia de Natal é celebrado o nascimento de Jesus e, sendo o aniversário dele, nada mais importante do que comemorarmos este dia. Ele nasceu em Belém, em uma gruta, e durante sua vida espalhou pelo mundo lições de amor ao próximo.
A história nos conta que no dia do nascimento de Jesus, uma grande estrela, guiou os três Reis Magos: Belchior, Baltasar e Gaspar, até o local onde nasceu Jesus, uma pequena manjedoura (um pequeno curral). Os três Reis Magos levaram presentes para Ele. Um levou ouro, o outro incenso e o outro mirra.
O ouro que representa a realeza (que Jesus é rei), o incenso que representa a divindade (que ele é o divino, filho de Deus) e a mirra que representa a imortalidade (Jesus ressuscitou).
A visita dos Reis Magos a Jesus está representada nos presépios, que até hoje são montados durante a espera do Natal. Sabe como isto começou? Quem primeiro montou presépio foi São Francisco de Assis, em 1224. Todos ficaram tão encantados de como ele contava a história do nascimento de Jesus, que a partir daí, a tradição de montar o presépio ganhou o mundo.
Outro símbolo muito importante no natal são as árvores enfeitadas. Para nossa religião a árvore de natal, toda verde, é sinal de vida, enquanto as bolas nela penduradas significam os bons frutos oferecidos por Jesus à Humanidade. Já as velas que usamos no Natal representam a presença de Cristo como Luz.
Ah! E o Papai Noel. Diz a lenda que ele vive no Pólo Norte e tem uma fábrica de brinquedos, onde trabalham seus ajudantes, os duendes. Na noite de natal, ele pega seu trenó, puxado por renas voadoras, enche seu saco vermelho de presentes e sai para presentear todas as crianças que se comportaram bem durante o ano. A figura do bom velhinho de barbas brancas foi inspirada no bispo São Nicolau. "Atribuíram-se a ele vários milagres, mas o que marcou definitivamente foi sua bondade e a prática de distribuir presentes entre as crianças".
Outra coisa importante no Natal é ajudar quem mais precisa. É um gesto muito bonito, pois mais importante do que receber, é dar. Por isto é importante tirar aquelas roupinhas e brinquedos que não usamos mais para doar a uma criança que precisa. Podemos também pedir a mamãe para comprar um brinquedo para crianças, que os papais não podem comprar presentes para eles ou mesmo comprar comidas e guloseimas e entregar em orfanatos e fazer a noite de Natal destas crianças uma alegria. 
Feliz Natal para vocês minhas meninas amadas. 
Da dinda vó Ana" 

sábado, 20 de dezembro de 2014

Ciranda da Bailarina


"Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem

Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem

Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem

Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem

O padre também
Pode até ficar vermelho 
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem

Procurando bem
Todo mundo tem..."

(Chico Buarque)


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Fala, Amendoeira*


"Esse ofício de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à natureza - essa natureza que não presta atenção em nós. Abrindo a janela matinal, o cronista reparou no firmamento, que seria de uma safira impecável se não houvesse a longa barra de névoa a toldar a linha entre o céu e o chão - névoa baixa e seca, hostil aos aviões. Pousou a vista, depois, nas árvores que algum remoto prefeito deu à rua, e que ainda ninguém se lembrou de arrancar, talvez porque haja outras destruições mais urgentes. Estavam todas verdes, menos uma. Uma que, precisamente, lá está plantada em frente à porta, companheira mais chegada de um homem e sua vida, espécie de anjo vegetal proposto ao seu destino.

Essa árvore de certo modo incorporada aos bens pessoais, alguns fios elétricos lhe atravessam a fronde, sem que a molestem, e a luz crua do projetor, a dois passos, a impediria talvez de dormir, se ela fosse mais nova. Às terças, pela manhã, o feirante nela encosta sua barraca, e ao entardecer, cada dia, garotos procuram subir-lhe o tronco. Nenhum desses incómodos lhe afeta a placidez de árvore madura e magra, que já viu muita chuva, muito cortejo de casamento, muitos enterros, e serve há longos anos à necessidade de sombra que têm os amantes de rua, e mesmo a outras precisões mais humildes de cãezinhos transeuntes.

Todas estavam ainda verdes, mas essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas de vermelho, gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom - cor final de decomposição, depois a qual as folhas caem. Pequenas amêndoas atestavam o seu esforço, e também elas se preparavam para ganhar coloração dourada e, por sua vez, completado o ciclo, tombar sobre o meio-fio, se não as colhe algum moleque apreciador do seu azedinho. E como o cronista lhe perguntasse - fala, amendoeira - por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, a árvore pareceu explicar-lhe:

- Não vês? Começo a outonear. É 21 de Março, data em que as folhinhas assinalam o equinócio do outono. Cumpro meu dever de árvore, embora minhas irmãs não respeitem as estações.

- E vais outoneando sozinha?

- Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado, e, como deves notar, trago comigo um resto de verão, uma antecipação de primavera e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me fustiga pela madrugada, uma suspeita de inverno.

- Somos todos assim.

- Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: são frutos colhidos numa hora da vida que já não é clara, mas ainda não se dilui em treva. Repara que o outono é mais estação da alma que da natureza.

- Não me entristeças.

- Não, querido, sou tua árvore-da-guarda e simbolizo teu outono pessoal. Quero apenas que te outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá às frutas seu definitivo sabor. As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso: parábolas, ritmos, tons suaves... Outoniza-te com dignidade, meu velho."

Carlos Drummond de Andrade, 1957

* Fala, Amendoeira é uma reunião de crónicas de Carlos Drummond de Andrade, originalmente publicadas no jornal Correio da Manhã.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Viajar até Guimarães

Sentia a vida em círculos: a rotina, a roda da vida a me consumir, a me adoecer. Intimei todos a uma viagem, nem que fosse "ali", por nós. E fomos a Guimarães, conhecida como o Berço da Nação. Há muito que queria conhecer Guimarães; como imaginava, fiquei surpreendida com a beleza da região, a simpatia das pessoas e o estado de conservação dos monumentos, de visitas gratuitas. Guimarães está situada no Distrito de Braga, região Norte de Portugal, sendo o seu centro histórico considerado Património Cultural da Humanidade (UNESCO). Em 2012 foi nomeada Capital Europeia da Cultura. É um lugar a não deixar de visitar. 

Pontos de interesse:

Castelo de Guimarães
Castelo de Guimarães - Construído no século X e ampliado no século XII. Classificado em 1910 como património nacional. Possivelmente, foi o local onde nasceu o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.

Capela de S. Miguel do Castelo
Capela de S. Miguel do Castelo - Igreja românica, situada entre o Castelo e o Paço dos Duques de Bragança. Local onde, possivelmente, D. Afonso Henriques foi batizado. O seu pavimento é lajeado por sepulturas de importantes guerreiros ligados a fundação da nacionalidade portuguesa. É monumento nacional desde 1910. 

Paço dos Duques
Salão dos Banquetes
Paço dos Duques - Construído no século XV pelo primeiro Duque de Bragança, abriga raras tapeçarias, peças de mobiliários renascentistas e tem o teto em forma de barco no Salão dos Banquetes. Está classificado como património nacional.

Museu de Alberto Sampaio
Museu de Alberto Sampaio - Foi criado em 1928 e abriga valiosas coleções de arte sacra, esculturas e azulejos do país. Situa-se no centro histórico, no local onde a condessa Momadona instalou um mosteiro (século X), cercado pelo claustro e salas medievais. Guarda o loudel que D. João I vestiu na Batalha de Aljubarrota.

  
Os Duques

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Convocatória: Educar para a igualdade e a não violência. Nosso silêncio nos faz cúmplices.

Está a decorrer em Lisboa, hoje e amanhã, a Conferência Internacional A Convenção de Istambul e os Crimes Sexuais, promovida pela APMJ - Associação Portuguesa de Mulheres Juristas, no âmbito da celebração do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher (25 de Novembro).

Acabei de ouvir: 

"A prostituição não é a profissão mais antiga do mundo. A prostituição é a forma de violência sobre as mulheres mais antiga do mundo." (Dep. José Mendes Bota, Conselho da Europa)
"Se a nossa linguagem é masculina, a nossa imaginação é masculina." (Dra. Teresa Féria, Juíza Desembargadora)

E entre outras coisas importantes, falou-se sobre a nossa passividade diante da violência doméstica. Mesmo sem sermos agressores, saber que a violência vitima a nossa família, o nosso bairro ou a nossa casa vizinha, e nada fazer, também é uma forma de perpetuá-la. Falou-se sobre a importância de discutirmos o assunto, que deveria ser matéria imposta nos planos curriculares do ensino básico e secundário, tal como prevê a Convenção de Istambul, vinculativa para os Estados-membros signatários, inclusive Portugal. 

Por isso, se pelo menos as nossas escolas não abordam o assunto de forma obrigatória, como deveria, pensei que uma forma de minimizar a lacuna é discuti-lo em nossas casas, em prol de todos nós. Decidi que hoje, depois do jantar, vou reunir minha família para falarmos sobre a igualdade entre homens e mulheres, meninos e meninas, e a não violência entre nós. Convoco-os a fazerem o mesmo em casa: uma tertúlia sobre a igualdade e a paz. Terminamos com um desenho sobre aquilo que sentimos e partilhamos na nossa página do Facebook, o que acham?

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Dia de crescidas

Ainda assim, como conto tudo, para além de hoje ser o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, é um dia combativo e feliz, um dia a ser recordado também pelo feito de duas meninas crescidas.

ISA, mais referida por nós como "a prima", hoje deixou o hospital depois de 15 dias de internamento. Foram 15 dias angustiantes, sobressaltados por medos que nos tomaram a alma. Quis sair vestida de Branca de Neve, a pequena teimosa! E assim fez-se a sua vontade. 

Merecidamente.

EVA, a nossa pequena "Su", como é peculiar à personalidade já fincada apesar dos 3 anos que por vezes deixam a mãe aqui de cabelos em pé, ontem, para nossa surpresa, desconfiança e gargalhadas, decretou: - Já sou uma crescida. Hoje durmo sem dois bubus. Referia-se às duas chuchas que acompanham-lhe desde que nasceu. Sim, porque com a Su não bastava uma, tinha mesmo de ser duas! E assim fez-se a sua vontade.

Merecidamente, já agora, digo eu. Dormi uma noite santa, sem ter de levantar-me a procura de dois bubus.

Benditas meninas crescidas! :D

Violência contra as Mulheres? Basta!

25 de Novembro é assinalado como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. Um dia para lembrar que:

  • 7 em cada 10 mulheres no mundo já foram ou serão violentadas em algum momento da vida (ONU);
  • O feminicídio é o assassinato intencional de mulheres apenas por serem mulheres (OMS);
  • Mais de 35% dos assassinatos de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo (OMS e Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres).
  • Mais de 5 mil mulheres no mundo são mortas por ano por crime de honra (ONU);
  • 25 mil mulheres recém-casadas são mortas ou mutiladas a cada ano em razão de violência relacionada ao dote;
  • Mais de 100 milhões de meninas poderão ser vítimas de casamentos forçados nas próximas décadas (UNICEF);
  • Cerca de 6 mil mulheres por dia sofrem mutilação genital (ONU).

Basta de violência!

Fonte: Terra.  


domingo, 9 de novembro de 2014

Até logo!

Deve ter reparado que escrevo menos. Há dias em que passo, deixo uma nota, mas os textos estão escassos. Ainda assim, vou pincelando lá pela página do Facebook uns comentários, imagens, sentimentos mais imediatos. 

Ando triste. É que escrever para mim é uma necessidade. Acontece que a vida é um suceder de escolhas e a verdade, aquela que me persegue, é a constatação mais que evidente de que o tempo não dá para tudo. Tanto que brigo com o tempo! Rendi-me. 

Ando a dormir mal. A minha consciência me acorda a meio da noite. Sabe, a tese? É ela, boa parte da minha culpa vem dela. É ela que me assolapa o sono. Mas só quem a enfrenta sabe o quanto é viciante esse desafio e ao mesmo tempo tão medonho! A dada altura, é tão enfadonho, que é preciso encher-se de forças para enfrenta-la, dia após dia, no silêncio das respostas que procuramos. É tão fácil relega-la!  

Hoje, porém, uma das respostas veio a seguir a um desabafo com uma amiga. Ela, que há pouco tempo passou pelo mesmo e me entende bem, disse-me o que eu precisava ouvir. Disse-me que a tese deve ser encarada com base no lema dos alcoólicos anónimos: Um dia de cada vez. Sem pensar no que já deveria ter escrito, ir escrevendo, um-dia-de-cada-vez

E foi depois dessa conversa que decidi dizer "Até logo". Não era preciso, eu sei, mesmo porque possivelmente virei aqui, entre uma coisa e outra, como sempre desejei que fosse. Mas agora virei menos, por necessidade. Prometa que virá revisitar os posts antigos, pois enquanto for assim, manteremos esse cantinho vivo!? Com sorte, será um "Até logo-breve". Não despeço-me, vou dando notícias mais espaçadas. Não desista de, vez por outra, vir espreitar.     

O silêncio acompanha aqueles que, como eu, fazem da escrita o seu grito, o seu coração, a sua ferramenta... 

Até logo!       

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Versão aportuguesada do Bolo de Gengibre para o Halloween (Gingerbread man)

O Gingerbread (pão de especiarias) é uma espécie de bolo ou pão de mel e gengibre  muito próximo dos famosos biscoitos de gengibre com formato de bonecos, tradicionalmente utilizado para decorar árvores de Natal nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha.

Uma amiga partilhou comigo a receita e eu resolvi experimentar; mas na falta da forma com formato do boneco, improvisei com um urso. Para piorar, com a pressa desenformei mal o coitado do ursinho e de facto não ficou dos mais bonitos. Vamos combinar então que está assustador... ou a intenção não será surpreender a todos na noite de Halloween? Bem, ao menos já está fatiado! 

Ingredientes
- 100ml de leite morno
- 250g de mel
- 100g de manteiga líquida ou derretida
- 200g de farinha de trigo
- 1 colher de sopa de fermento
- 50g de açúcar mascavado ou amarelo
- 1 pitada de sal
- 1 colher de chá de gengibre moído
- 1 colher de chá de canela moída
- Nozes e amêndoas a gosto
 * A receita original leva ainda 50g de cravo mas dispensei.

Modo de fazer
1. Num recipiente, misture bem o leite morno e o mel. 2. Acrescente a manteiga  líquida e continue a misturar. 3. Incorpore ao resto dos ingredientes a farinha de trigo, o fermento, o açúcar e o ovo. 4. Junte uma pitada de sal, a gengibre e a canela moída, sempre misturando. 5. Por último, as nozes em pedaços. 6. Untar uma forma com manteiga e levar ao forno previamente aquecido, a temperatura de 180º, por cerca de 30 minutos.


Ok. Melhor partilhar o vídeo com a receita...


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Deixem as mães em paz

Imagem da Internet
Saudades de escrever, de contar aqui o que me vem no coração. Tem dias que sinto-me consumida pela vida, só apetece-me correr. E de vez em quando desligo: calço os ténis, ponho os auscultadores nos ouvidos e durante uma hora desligo. Desligo e penso, é verdade. Tomo decisões, esclareço. E penso. Numa dessas ocasiões pensei por que cargas d'água não deixam as mães em paz!   Sufocam-nos, não acha? Pior: umas mães sufocam as outras. Com as suas ideias testadas quase que com precisão científica, massacram umas às outras, uma legião de mulheres mais mães que outras, quase que a disputarem entre si o troféu de mãe do ano, do século, do universo. Outro dia uma leitora disse-me que sentiu-se como que excluída do "clube das mães" porque, veja lá, para além do leite materno, introduziu a fruta na dieta da bebé de 4 meses. Logo, uma enxurrada de comentários de devotas do aleitamento exclusivo. E quem foi que nunca ouviu dizer: "O bebé até o 6º mês tem de alimentar-se só do leite materno"; ou "Essa criança chora porque tem fome, o leite da mãe é fraco"; ou "Não dês colo sempre que o bebé chorar, vais habituá-lo mal, deixe-o chorar"; ou "Nunca leves o bebé para a tua cama ou ele só sairá de lá quando entrar para a faculdade"... Quando não embaralham o discurso todo tal como a sopa e o segundo prato. E eu cá a pensar: E se deixassem as pobres das mães em paz?

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Dia do Professor

Fonte: Internet
Sabia que no dia 15 de Outubro comemora-se no Brasil o Dia do Professor? O então Imperador D. Pedro I escolheu esta data em 1827, através do Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. A escolha veio em função do dia consagrado pela Igreja Católica a Santa Teresa D'Ávila, reconhecida pela sua notável inteligência como Padroeira dos Professores.

A data foi oficializada como feriado escolar através do Decreto-Federal nº 52.682, de 14 de Outubro de 1963, e desde então os estabelecimentos de ensino promovem solenidades, enaltecendo as funções do Professor na sociedade.

Outros países também têm dedicado um dia ao Professor, em diferentes datas. Uma atitude sem dúvida a louvar mas que, nos dias atuais, exige mais do que um momento de recordação. Melhores condições de trabalho, respeito, reconhecimento e valorização profissional, ficavam bem, para começar.  

Desta forma, esta é uma pequena homenagem, com um dia de atraso mas em gesto de gratidão, a todos que dedicam a vida a semear o conhecimento em mentes pequenas e grandes.

Fonte: Hype Science.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

"Dou pra qualquer homem que saiba usar a crase"

Não conheço a autoria do texto, foi publicado no jornal Sensacionalista, de 7 de Outubro de 2014, e me fez rir. Partilho.


"Meu nome é P. e tenho 39 anos. Gostaria de estar casada, ter ao menos dois filhos e uma vida pacata. Mas nasci com um vício: tesão em homem que sabe usar a língua. A Língua Portuguesa. Desde pequena, na escola, eu deixava de lado os amigos bonitos e me esfregava nos colegas cheios de espinhas que sabiam conjugar corretamente os verbos irregulares. Meu primeiro orgasmo foi quando C., no primeiro ano do ensino médio, naquela época segundo grau, conjugou corretamente o mais-que-perfeito do verbo ser. Impecável. Irresistível.
O problema é que nunca coincidia de um rapaz que sabia Português gostar de mim. Acabei namorando F. por muito tempo. Ele ao menos falava direito. Mas, na hora de escrever, sempre esquecia o acento diferencial do têm e do vêm no plural. Isso me corroía por dentro. Acabei traindo F. que era um deus grego, com o magrelo e vesgo G., que jamais escrevia assistir, no sentido de ver, sem usar a preposição após o verbo. F. Descobriu e me deu um pé na bunda. Um pé na bunda sem hífen, vejam bem! Ele não era mesmo pra mim!
A mudança ortográfica mexeu com meu coração. Eu já não conseguia mais entender como funcionava o meu desejo. Não sabia se me sentia atraída por quem escrevia vôo ou voo. Tentei me controlar. Fui ao psicólogo. Mas saí porque ele falava “seje” e “resistro”. Como me tratar ali?
Há um ano, eu estava casada com A. Um homem bom, elegante, inteligente, que fazia tudo por mim. Eu estava muito feliz, pensando em ter filhos, mas um dia ele me escreveu uma carta, que começava assim: “Nos conhecemos a dois anos e eu…”. A grafia incorreta do verbo haver me deixou frígida por algum tempo até que conheci Z, um colega novo da repartição. Já na primeira semana, pegou um recado pra mim quando eu estava no banheiro. No papel, estava escrito: “Tua mãe telefonou e pediu que tu leves o documento à loja de tua tia”. Diante da perfeição da concordância da segunda pessoa do singular e, principalmente, da crase bem colocada, me apaixonei perdidamente por ele e larguei A.
Mas, infelizmente, Z. não gosta de mim. Está noivo da recepcionista do segundo andar, que tem longas pernas, seios enormes e diz “a gente almoçamos”.
Que destino cruel o meu!”
Fonte: Sensacionalista: Um jornal isento de verdade.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Bombom de uva

O sabor da uva envolvida no doce é qualquer coisa de sublime. Garanto. E fica lindo. 

Segue a receita do bombom de uva que já é esperado nas nossas festinhas de aniversário. Muito simples e fácil de fazer, é preciso só alguma paciência para enrolar as uvas.

Ingredientes  

1 lata de leite condensado
1 colher de sopa de manteiga
3 gemas
Corante verde

Modo de fazer

1. Misturar todos os ingredientes e levar ao lume, mexendo sempre. 2. Aos poucos, acrescentar o corante até ficar no tom desejado (verde claro, mais ou menos da cor da uva verde). 3. Continuar a mexer até dar o ponto de brigadeiro, isto é: quando começar a soltar da panela está em ponto de enrolar. 3. Espalhar num prato e deixar arrefecer. 4. Com uma colher de sopa, pôr uma quantidade da massa na mão, abrir a massa e pôr uma uva verde no meio. 5. Envolver a uva na massa, enrolando-a de modo a ficar coberta. 6. Por fim, passar no açúcar fino ou cristal.


   

domingo, 5 de outubro de 2014

A estrela Su, que brilha, brilha...


"Mãe, quer fazer cocó.
Mãe, abaixa-te.
Mãe, fecha os olhos.
Mãããeee, és minha amiga?
Mãe, eu quer me portar beeeem...
Mãe, eu já sou crescida como a mana.
Mãe, eu quer ser bebééé...
Mãe, quer leitinho chocolate no libão.
Mãe, quer dar um abraaaaço. 
Mãe, deita na minha cama.
Mãe, conta uma estória da ovelha."

Su, bebé da mãe, que alegria trouxeste à nossa casa! Hoje o dia foi teu, fizeste 3 anos! Está cada dia mais crescida, bebé da mãe! A minha estrela pequenina, que brilha, brilha...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Parabéns, Filha! Hoje é teu dia...


Ela faz birras, esquece-se de tudo em 5 minutos. Não gosta de couves e teima em deixar sempre um resto de comida no prato. 

Ela adora a Violetta, adora a acrobática, adora o Brasil, adora a escola, adora a família. Ela, quando gosta, gosta com muita intensidade.

Chora. Chora por coisas pequenas. Às vezes irrita-me, faz queixinhas! Depois, se me ver triste ou a chorar, faz-me desenhos e cartas coloridas. 

Ela tem um coração enorme... precisa sentir-se amada. Preocupa-me!

Mas ela tem qualquer coisa de luz, de estrela cintilante. Ela trouxe-nos brilho. 

Há 7 anos é assim e é impossível imaginar o mundo sem ela...  

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Mais da Luluzinha

Já temos água e sumo para o aniversário que pretende ser uma festa divertidíssima e só para meninas... :)

Saiba como, aqui.



sábado, 27 de setembro de 2014

Receita da Mousse de Maracujá top lá de casa

Tão fácil, tão fácil e tão bom, que nem vou comentar. Deixo para vocês tirarem as próprias conclusões.

Receita da Mousse de Maracujá top cá de casa:  

Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 lata (mesma medida) de natas fresca (ou creme de leite)
1 lata de polpa de maracujá
1 pacote de gelatina neutra em pó

Modo de fazer:
1. Dissolver a gelatina em um pouco de água e reservar. 2. Reservar um pouco da polpa de maracujá com os caroços para decorar no final. 3. Misturar todos os ingredientes (leite condensado; natas fresca, polpa de maracujá e gelatina) numa liquidificadora até ficar cremoso. 4. Distribuir em taças, cobrir com película e levar ao frigorífico. 5. Na hora de servir, decorar com uma colher de chá de polpa de maracujá. 

Esta receita é a base para mousses de diversos sabores. É só substituir a polpa de maracujá, por exemplo, por polpa de manga, a mesma medida de sumo de lima (limão) ou morango. 



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Como decorar uma festa de forma fácil e barata

A maternidade despertou em mim um lado desenrascado e criativo que eu não conhecia. Isso deve acontecer com todas as mães e, comigo, veio à lume quando aproximou-se o 1º aniversário da Maluzinha. Coisa de mãe de primeira filha que guarda até a pulseirinha da maternidade, do género que emoldura o teste do pezinho, "faz-de-tudo-para-não-perder-um-lance". Cá, em terra onde seria inimaginável (€€€€€) contratar uma dessas pessoas prendadas que montam a festa toda e a gente vai linda e descansada só comemorar, a opção era: "Ou fazes tu ou fazes tu mesmo". Pronto, lá fui eu pela primeira vez numa incursão pelas mil maneiras de preparar uma festa infantil: Convites, mesa decorada, lembrancinhas, língua-de-sogra, saquinho surpresa, tudo ao estilo dos aniversários de minha memória. Viajei pela minha própria infância, fui buscar as receitas que mais gostava e passei três noites preparando coisas. Maluca! 

Mas agora, já no 7º ano, posso dizer que sei fazer uma festinha com pouco trabalho e dinheiro. Ano a ano, constato que o que as crianças mesmo não dispensam é diversão; vou cortando o que sobra e eliminando o desnecessário. O lanche é o mais habitual possível: Umas sandes de queijo e fiambre, cachorro quente, pipocas, gelatina, brigadeiro, alguns doces porque é dia de aniversário e, claro, tudo bem bonito porque elas deliram com a mesa decorada. Simplifiquei (graças a Deus!) e reduzi tudo a muita diversão, um bolo (que encomendo com o tema da festa) e pouco mais, decorado de modo a que, quem vê de fora, pensa que eu sou o génio da lâmpada. E como Deus é meu amigo, só preciso fazer uma festa por ano porque as meninas fazem aniversário na mesma semana.

Já que cheguei até aqui, vou contar-vos meu segredo: Estão vendo o site Fazendo a nossa Festa? Vou lá, decido-me por um tema (ou antes, analiso as sugestões das meninas e numa noite de insónia componho a festa toda), faço gratuitamente o download dos artigos que pretendo, salvo as imagens e depois é só personalizar e imprimir. Para poupar tempo e assegurar que os moldes ficam na medida certa, no papel adequado e com boa qualidade, prefiro mandar imprimir num Centro de Cópias (recomendo este, seguramente ficam ótimos e lindos, claro!). Assim, reservo-me apenas o trabalho com alguma bricolagem, montagem dos kits e decoração da festa com balões, etc., de modo que tenho lá o meu crédito, por isso não dispenso os elogios. A propósito, este ano o convite da festa que todos comentam, inspirado no Almanaque da Luluzinha (Banda Desenhada), foi invenção minha. ;) 

Pois bem, se tem por aí alguém a fazer aniversário, batizado e até mesmo prestes a se casar, não tem mais desculpas. Toca a escolher os convites e os kits, salvar, mandar imprimir e mãos a obra!

Abaixo, exemplo de marmitas que fiz para o aniversário das meninas. São compradas em qualquer supermercado ou loja chinesa (cerca de 1,50€ a embalagem com 8 unidades); a imagem da tampa é impressa e colada (cerca de 0,60€ a impressão por folha com 2 imagens). Serve para distribuir os lanches, poupando tempo, trabalho e dinheiro, sem contar que às vezes não encontra-se no mercado pratos descartáveis com o tema da festa e, além disso, as marmitas deixam a mesa bem mais bonita. Confiram:  




sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Preparando o aniversário das meninas...

Elas passam o ano a espera, eu tento não decepcionar. Todos os anos penso num tema e faço uma festinha com direito a insufláveis, animação, tudo para ver o sorriso orgulhoso no rostinho delas. De 3 anos para cá, a animação passou a ser em dose dupla, já que ambas comemoram o aniversário na mesma semana (2 e 5 de Outubro). Lá por casa já passaram muitos personagens animados: Hello Kitty, Pucca, Princesas Disney, até um Circo com mágico de verdade e um piquenique num parque de aventuras. Este ano, como estão ficando crescidas e passam o fim de semana a brincar de manicure, de maquilhar as bonecas, encher os cabelos de ganchos e laçarotes, cantar e dançar ao som da Violleta... eis que me surgiu a ideia de proporcionar-lhes um dia só para meninas, com isto tudo mas a sério: workshop de maquilhagem e manicure, muitas plumas pelo meio e, para registar para sempre esse dia colorido, o pai vai realizar um ensaio fotográfico com toda a turma. O convite não poderia ser mais original: criei-o ao estilo Banda Desenhada, inspirado no Clube da Luluzinha (Little Lulu, personagem norte-americana criada em 1935 por Marjorie Henderson Buell).

Elas já estão a vibrar! Confesso que eu também! :)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Nós, os fronteiriços

Internet
Ainda nas primeiras lições de Penal aprendi uma expressão que parece ter caído em desuso mas que adorávamos repetir, como se nos imprimisse um certo respeito diante do conhecimento específico que diferenciava-nos, os criminalistas ou criminologistas, dos outros aspirantes a qualquer coisa. Tratava-se da expressão "fronteiriços" ou "criminosos fronteiriços": indivíduos que vivem no limiar entre a doença mental e a normalidade e que cometem delitos com intenso grau de violência devido a distúrbios de personalidade, p. ex.: os psicopatas, obsessivos compulsivos, pessoas que sofrem de transtornos sexuais, etc.

De um modo geral, fronteiriços são pessoas que vivem na fronteira, no limite de qualquer coisa, que não se sentem enquadrados numa definição ou posição unilateral. Eu, a propósito, considero-me uma fronteiriça. Sou um ser difuso, um perfil social que transporta-me e liga-me a amigos e familiares enquanto há quase uma década recrio-me em outro país... como uma lula cujos tentáculos gigantes lança desordenadamente de modo a agarrar-se a qualquer ponto da superfície. 

Quase diariamente atualizo-me. Vejo passar casamentos, batizados, aniversários, encontros em que deveria estar... vejo crescer as crianças e os adultos envelhecerem aos poucos... mato saudades, rio e por vezes regozijo-me de minha condição. Mas muitas vezes sinto-me esquecida. Não por culpa que possa ser atribuída, prefiro acreditar que a distância pode provocar o esquecimento. Faz parte desta condição.

Se perguntarem-me o que considero mais difícil, direi que é a escolha de um dos lados. Passado um tempo, acostumamo-nos e torna-se quase confortável viver na fronteira. E assim vamos adiando a decisão, porque se calhar já não nos adaptamos; porque entretanto vieram os filhos e as escolas; porque constituímos família, outros amigos, ocupações e a vida rolou, já não somos uma só pessoa. Contudo, falta a nossa identidade; falta a história que ficou para trás e que nos pertence; falta mais do que festejar, falta chorar junto com os nossos a nossa dor, a dor que somente compreende o núcleo que a sente. 

Neste fim de semana, mais uma vez senti bem fundo o duro golpe de ser fronteiriça. Morreu uma tia. Estivemos juntas há pouco mais de um mês e não nos despedimos, estava fora de nossas expectativas. A minha família estava desolada e uniram-se em torno de um doloroso abraço. Eu, ao contrário, fechei a minha janela virtual - a mesma por onde soube a triste notícia - e daqui do lugar mais sombrio de minha fronteira, destrocei-me sozinha: chorei, lamentei e fiz o meu luto privado. 

Hoje acordei e senti, já mais restaurada, que a vida iria seguir implacável para todos nós, de longe e de perto. Só que, no meu caso, com a agravante do medo ainda maior das más notícias, essa angústia cruel que persegue aqueles que, como eu, não estão propriamente em lado nenhum.