quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Dia Mundial da Alimentação, com toda a fome que há no mundo

Fonte: Imagem retirada da Internet
Hoje a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) assinala o Dia Mundial da Alimentação com o alerta de que 842 milhões de pessoas passam fome no mundo e mais dois mil milhões têm deficiências nutritivas. Segundo essas estatísticas, uma em cada oito pessoas passam fome, sendo que, todos os anos, morrem 2,5 milhões de crianças com fome no mundo. Por outro lado, 1,4 mil milhões de pessoas vivem com excesso de peso.

É realmente paradoxal, sobretudo considerando o grave problema do desperdício alimentar, cerca de um terço dos alimentos produzidos em todo o mundo ou 1,3 mil milhões de toneladas, assunto que já abordamos aqui. Segundo especialista da FAO, com apenas um quarto desses números, é possível alimentar os 842 milhões de famintos

Com isto, entre uns que passam fome, outros que engordam e mais alguns tantos que desperdiçam, há algo de seriamente errado e que me leva a crer que não tem nada a ver com a comida ou a falta dela, mas sim com a educação do povo, com a política pública e o civismo. Já dizia os Titãs que "A gente não quer só comida; A gente quer comida, diversão e arte". Mas seja lá o que for que a gente queira, de barriga cheia é bem melhor! E você, tem fome de quê?
     

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Infrações disciplinares vs. Descontos na mesada: Certo ou errado?

Cá estou, de volta, com a minha mania de dar palpites! Evidentemente, têm todos o direito de discordar e fica assim o dito pelo não dito, neste caso, é só a opinião de uma mãe que aprende enquanto erra. Mas tinha de comentar a notícia que vi a circular, de um pai que ganhou fama e notoriedade ao partilhar no seu perfil da rede social a planilha que criou com descontos na mesada dos filhos a cada falha dos mesmos. Antes, devo dizer, em meu próprio prejuízo, que sou um tanto quanto disciplinadora, um tanto quanto à moda antiga. Acontece que, se sobrevivi sem traumas de infância aos métodos de disciplina tradicionais, não vejo sentido em repudiar tanto o castigo e, eventualmente, a palmada moderada, como pretende o discurso contemporâneo da educação só à base da conversa, que me soa demagógico. Lá em casa, naturalmente, incentivamos a liberdade de expressão, porém dentro do limite do respeito ao próximo e, em larga medida, do recheio da casa. Também não vejo qual a graça em deixar os brinquedos espalhados pela casa a espera de alguém que os arrume, muito menos em rabiscar os sofás cuja fatura até hoje guardamos! Pode até ser uma modalidade de expressão artística, mas no momento o custo não compensa a arte. E como para manter-se alguma ordem há que reconhecer-se a liderança, também em nossa família os pais são os soberanos. Ora, se a conversa falhar, têm legitimidade para aplicar o castigo. Pelo menos é assim que funcionamos!

Posto isto, a princípio, valorizei a iniciativa desse pai. E de fato teria o seu valor, não fosse o catálogo de infrações tipificadas e, bem vista a coisa, do mercantilismo da relação. Pareceu-me uma ideia bem concebida, até ver que os descontos monetários, como forma de punição, vão desde "Faltar, atrasar ou reclamar para ir à missa" até "não usar óculos"! Pareceu-me... com o maior respeito a esse pai e a ressalva de que o método pode funcionar lindamente com a sua família, mas apreciando a situação a partir da minha ótica isolada... pareceu-me um tanto quanto excessivo, talvez demasiadamente repressivo! Pareceu-me que esta fórmula poderá ser bastante eficiente para a criação de crianças robotizadas, crianças tolhidas demais! Pareceu-me, portanto, uma boa ideia, mas talvez não muito bem executada! Ou seja, a existência de regras de respeito pelo ambiente familiar, de ajuda recíproca e responsabilidade coletiva, ao meu ver, é bom que seja incentivada. Por outro lado, o objetivo de criar nos filhos compromisso e responsabilidade financeira zelando pelo cumprimento das normas, pode em verdade gerar o efeito inversamente pretendido, que é o entendimento de que a regra deve ser cumprida não em razão de sua função ou benefício, mas sim, e o que ainda é pior, por mercenarismo.
 
Por fim, talvez os castigos mais clássicos, do gênero retirar uma regalia ou dobrar as horas de estudo até compreender o significado das atitudes falhas, possam ser os que ainda surtam o melhor efeito. Bem, isto é só o que eu penso, claro, sem nenhuma credencial a mais, a não ser o meu próprio "achismo". Vale o que vale!
 
Fonte: Imagem retirada da Internet
           

terça-feira, 8 de outubro de 2013

As imagens de Jill dão cor ao Outubro Rosa

Jill Bzerzinski-Coley tem 35 anos e vive no Kentucky (EUA). Um dia antes de completar 32 anos, foi-lhe diagnosticado um cancro (câncer) de mama. Jill passou por uma mastectomia dupla, 16 sessões de quimioterapia, 31 de radioterapia e duas cirurgias reconstrutivas, mas, infelizmente, um novo exame detectou metástase nos ossos, retirando-lhe qualquer esperança de vida.

Todos devem conhecer uma história semelhante! Eu perdi para o cancro, pelo menos, uma grande amiga aos 32 anos de idade. A minha amiga ambicionava ser magistrada, era jovem, estudiosa e cheia de sonhos. Ser confrontada com uma realidade como esta é um golpe duro para quem tem vinte e poucos anos. Para a família da minha amiga foi desespero, desalento e dor. Diz-se que esta doença, de fato, é muito mais agressiva quando acontece antes dos 40 anos (com mais probabilidade de reincidência) e foi o que lhe aconteceu.

A minha amiga não teve tempo de deixar sua história escrita, lutou até o fim, tarde se apercebeu que a morte lhe havia vencido! Ao contrário, Jill já aceitou o seu destino, mas antes, quer que a sua história inspire outras pessoas, homens e mulheres do mundo inteiro, para que se sintam confiantes com o seu próprio corpo. Hoje, sua maior luta é alertar sobretudo as mulheres jovens para o cancro de mama. Assim, Jill contactou sua amiga fotógrafa Nikki Closer, que por sua vez convidou a fotógrafa de retratos Sue Brycer, e se deixou fotografar ao estilo de uma princesa, cujo ensaio, realizado em Paris, tem circulado o mundo através da Internet. A mensagem que se pretende transmitir, principalmente para as pessoas que vivem com a doença, é a de que, apesar disto, podem se sentir bonitas e sensuais.

E é assim que eu gostaria de reportar o Outubro Rosa, mês mundialmente dedicado à consciencialização popular sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento do cancro de mama, doença que mais mata mulheres em todo o mundo. Vamos deixar que as imagens de Jill falem por si, que nos alerte para o quão real é o cancro de mama, mas que ao mesmo tempo nos toque profundamente e nos motive, notadamente neste mês de Outubro, a dedicar algum tempo a nos examinar e fazer os nossos exames de rotina, assim como a repassar esta mensagem a todas as nossas amigas e mulheres de nossa família.

As imagens do ensaio fotográfico de Jill Bzerzinski-Colley podem ser vistas aqui. Jill também inspirou o documentário "The light that shines", que pode ser visto aqui.

Por fim, sugiro uma visita ao blog Minha Vida Comigo, escrito pela jornalista Vânia Castanheira, que se diferencia pela forma positiva como Vânia fala sobre a doença, o seu tratamento, sexualidade, nutrição, espiritualidade e aquilo que chama de "câncer da alma".

Quanto à nós, vamos combinar que levaremos o mês Rosa, literalmente, à peito, para o nosso bem e de todos aqueles que amamos.

(Em memória de Ivana Queiroz)
 
      

sábado, 5 de outubro de 2013

A Evinha faz 2 anos. Que sorte a nossa!

A Malu, de quando em vez, exclama: "A Eva tem muita sorte!". E é verdade! A Eva não só nasceu rodeada de amor e cuidado, como tem a grande sorte de contar com o benefício de ser a mais nova, a bebé da família. Ainda bem que é assim, pois se fosse o contrário, não sei o que seria de nós! A Eva tem a sorte de tirar-nos do sério e depois nos espreitar de soslaio, com aqueles olhos gigantes, de pestanas enormes, hipnotizadores. A Eva, sensivelmente do alto dos seus 0,85cm, é experiente em transpor obstáculos, subir escadas a saltar degraus, pendurar-se nos cortinados, arriscar-se em driblar a segurança e riscar paredes e sofás, limpar o chão com toalhitas Dodot, esconder-se nos quartos, desaparecer em locais públicos e fazer birras de enervar. Por outro lado, a Eva é espertíssima! Cedo percebeu que, como a segunda criança da casa, tinha de ser descomplicada para sobreviver à sofreguidão da mãe... e tornou-se um bocado independente, um bocado até demais para os moldes esperados! 
 
Hoje a Evinha completa 2 anos, mesma data da implantação da república portuguesa e da promulgação da Constituição do Brasil de 1988, sábado. Passamos o dia nós as três, com o pai a trabalhar, como costuma acontecer. Mas como queria muito registar este dia, cantamos nós os parabéns, partimos o bolo, enchemos a Evinha de mimos, fizemos o seu dia. E eu comecei a escrever à tarde, já é noite, talvez ainda vá a tempo, se a Evinha entretanto adormecer! Não queria que acabasse sem antes falar-vos da minha Evinha. Queria dizer-vos da sorte que tenho em ter duas filhas saudáveis e lindas, fisicamente muitíssimo parecidas, ambas do signo de balança (libra)... e as semelhanças terminam aqui. A Eva, meritoriamente, acrescentou-nos e estabilizou-nos, depois de um período natural de adaptação de todos. É, sem dúvida, a peça de encaixe que faltava! Nem consigo compreender o medo que tive de não ama-la tanto quanto à sua irmã, de não conseguir ser suficientemente mãe delas duas! De resto, a Eva  é realmente uma grande sortuda, mas a verdade disto tudo, é que nós é que tiramos a sorte grande! A Eva é uma encantadora de corações!
     

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Campanha "a maior energia é a sua". Adoro isto!

Adoro isto! Quando vi pela primeira vez, oh pá, senti que era isto! É tão verdade, é tão sinceramente verdade! A EDP lembrou-se disto, e quem entende do assunto, diz que é uma campanha publicitária com recurso à psicologia. Grande ideia, o resultado foi conseguido!
 
  

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Há 6 anos, ouvi o choro que mudou minha vida!

Há 6 anos, em Salvador, terra abençoada da minha Bahia, com os primeiros raios de sol de uma terça-feira, ouvi pela primeira vez o chorinho dela. Ela chegou, pequenina e confusa, refletia exatamente aquilo que eu sentia! Agarrou-se a mim e eu a ela, começávamos ali uma nova história. Tornamo-nos mais que mãe e filha, tornamo-nos companheiras, uma espécie de fieis escudeiras, protetoras, eu e ela professoras de nossas vidas. Tudo mudou a partir daquele dia! Nasceu em mim um amor que eu não conhecia e a sensação, confirmada, de que a minha casa seria blindada contra tudo que pudesse nos fazer mal. Ela é a minha "Lelé", a minha filha doce, amada, curiosa e sensível. A melhor amiga, a melhor irmã, a nossa Maluzinha. 
 
E eu só tenho a agradecer pela sua vida!
 
   

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Dia Mundial da Música

No dia 1 de Outubro de 1975, o International Music Council, organização fundada pela UNESCO, instituiu o Dia Mundial da Música, com o objetivo de promover a música e divulgar a diversidade musical, fazendo-a chegar a todas as pessoas, dentro dos ideais de paz e amizade fomentados pela ONU.
 
Hoje haverá, um pouco por todo o lado, programações musicais gratuitas em celebração a esta data, como no Museu da Música e no Museu do Fado, em Lisboa, e na Casa da Música, no Porto.
 
De minha parte, fiz esta pausa para pensar na trilha sonora da minha vida, no quanto a música define bem as fases que vou vivendo. Desde João Gilberto, Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia; Titãs, Legião Urbana, Cazuza; Adriana Esteves,  Zeca Baleiro, Ana Carolina, Seu Jorge, Maria Gadú; Luís Represas, Marisa, Antonio Zambujo; Leonard Cohen, Tom Jones, Adele, Amy Winehouse, John Mayer, Amy Mcdonald... todos já cantaram ou cantam para mim. E se pararem um instante, vão ver que há sempre música marcando um momento ou outro de vossas vidas. É isso que a música faz: toca o coração das pessoas! E é por isso que presto, agradecida, esta pequena homenagem a todos os artistas da música.
 
Fonte: Imagem retirada da Internet