segunda-feira, 13 de abril de 2015

O que é feito de mim? (O que é feito de ti?)

Faz tempo que não dou notícias mas continuo por aqui. De minha parte, fazendo mais ou menos as mesmas coisas... 

Não escrevo tanto mais por punição, a ver se obrigo-me a acabar o trabalho - todo o tempo de escrita deve ser canalizado. 

Uma parte do dia ocupo-me do jantar, das meninas, das tarefas rotineiras... vez por outra recebo notícias que deixam-me feliz, outras nem por isso... alguns dias estou um caco, em outros sinto-me extraordinária. Não é assim com todos?

Sinto-me, ainda, perseguida por um pensamento atroz: o medo e a incerteza quanto a um futuro próximo. Resolvi viver um dia de cada vez, terminar passo a passo uma caminhada que já vem de longe. Mas tenho medo.

Há noites em que não durmo. Tenho tanta coisa por fazer e quero tanto fazer tantas coisas! A noite tornou-se a minha maior crítica.

Ainda assim tiro férias. Sim, a minha família não tem culpa da minha desorientação; além do mais, sou responsável pela felicidade de duas crianças.   

Mas há dias em que corro, por uma questão de sanidade e prazer. Agora faço treinos com desafios e adoro sentir-me forte; sentir que, nesse aspeto, os meus limites sou eu quem me imponho. A corrida é o meu Reset.

Recordei-me de sentimentos bons que andavam esquecidos, guardados no fundo de um coração com espaço demasiado ocupado com quezilas sem importância.

E tento, por tudo, ter tempo para mim; ter uma vida produtiva o mais que possa e seguir em frente, descobrindo, todos os dias, maneiras de ser feliz.

E tu? O que é feito de ti? Precisava saber que estás aí, precisava saber que continuas a gostar de estar aqui... e que não vamos desistir, pois não?

quinta-feira, 26 de março de 2015

Hoje é Dia do Cacau, o alimento dos deuses

Hoje é Dia do Cacau, esse fruto delicioso que conheço tão bem e que faz parte da minha história e de minha família. Sou do Sul da Bahia, foi lá que cresci e estudei, o cacau ajudou-me nesse crescimento. Poderia ficar horas contando casos, anedotas e acontecimentos reais que presenciei ou de amigos e conhecidos, tendo como tema o cacau, que de tão fértil até rendeu assunto para duas telenovelas da Rede Globo: Gabriela e Renascer. É conversa para muitos dias! E é por isso que hoje presto a minha homenagem ao Dia do Cacau, trazendo algumas curiosidades sobre esse alimento dos deuses.

1. Cacaueiro, ou theobroma cacao, significa alimento dos deuses.

2. O fruto, originário da região tropical da América Central, é alongado e cheio de sulco por fora; possui uma polpa branca por dentro, viscosa e com muitas amêndoas, que são as sementes do cacau.

3. É através da moagem das amêndoas secas do cacau que se faz o chocolate.

4. O cacau existia no Brasil na região Amazônia, em estado natural, mas foi cultivado pela primeira vez no Pará, e depois em Ilhéus e Itabuna (Sul da Bahia), contribuindo para o desenvolvimento econômico dessa região e servindo de inspiração para as obras de Jorge Amado.

5. Na metade do século XIX, o Brasil já era o maior exportador de cacau do mundo, chegando a mandar para o exterior mais de 70 mil toneladas. Em 2005 ocupou o 5º lugar como maior produtor mundial (sua capacidade produtiva foi reduzida com o advento da vassoura de bruxa).

7. Atualmente, o maior produtor de cacau do mundo é a Costa do Marfim.

Fontes: WikipédiaYahoo Mulher.





quarta-feira, 11 de março de 2015

O mundo, segundo o dicionário das crianças

Numa edição da Feira Internacional do Livro de Bogotá, que decorreu em Abril de 2013, um livro chamado Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças teve um grande destaque. Nele, o autor e professor Javier Naranjo reuniu mais de 500 definições para 133 palavras, de A a Z, segundo o significado que lhes dão as crianças. A ideia surgiu quando, em uma comemoração do Dia da Criança, pediu aos alunos para definirem a palavra "criança" e uma delas chamou-lhe a atenção: "uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir cedo." A partir daí surgiram novas definições, que o  autor foi compilando durante dez anos em diferentes escolas. 

Mais essas preciosidades:

"Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma." (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos) 
"Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo." (Maryluz Arbeláez, 9 anos) 
"Água: Transparência que se pode tomar." (Tatiana Ramírez, 7 anos) 
"Branco: O branco é uma cor que não pinta." (Jonathan Ramírez, 11 anos) 
"Camponês: Um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos." (Luis Alberto Ortiz, 8 anos) 
"Céu: De onde sai o dia." (Duván Arnulfo Arango, 8 anos) 
"Colômbia: É uma partida de futebol." (Diego Giraldo, 8 anos) 
"Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos." (Ana María Noreña, 12 anos) 
"Deus: É o amor com cabelo grande e poderes." (Ana Milena Hurtado, 5 anos) 
"Escuridão: É como o frescor da noite." (Ana Cristina Henao, 8 anos) 
"Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz." (Juan Carlos Mejía, 11 anos) 
"Inveja: Atirar pedras nos amigos." (Alejandro Tobón, 7 anos) 
"Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus." (Natalia Bueno, 7 anos) 
"Lua: É o que nos dá a noite." (Leidy Johanna García, 8 anos) 
"Mãe: Mãe entende e depois vai dormir." (Juan Alzate, 6 anos) 
"Paz: Quando a pessoa se perdoa." (Juan Camilo Hurtado, 8 anos) 
"Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra." (Luisa Pates, 8 anos) 
"Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes." (Iván Darío López, 10 anos) 
"Tempo: Coisa que passa para lembrar." (Jorge Armando, 8 anos) 
"Universo: Casa das estrelas." (Carlos Gómez, 12 anos) 
"Violência: Parte ruim da paz." (Sara Martínez, 7 anos)
Fontes:Repertório CriativoCatraca Livre.


Imagem do Professor com alguns de seus alunos. Fonte: Catraca Livre

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Paciência

"Mesmo com toda libertação feminina essa grande 'paciência' que nos caracteriza não deve nunca acabar. É uma riqueza de infinitos alcances que aumenta os poderes de paz do Universo."
(Simone de Beauvoir)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A Verdade e o Amor

Há quem diga que o amor e a verdade não se misturam. Eu não acredito. Mas há pessoas que só descobrem que amam verdadeiramente depois que mentem, que a relação se impregna de mentira, da mais obscura e desumana mentira. É pena! Às vezes já vai tarde, matou o amor do mais cruel amorcídio. 

Quando duas pessoas se amam, dizem uma à outra: Sigo-te. Fecha-se os olhos, entrelaça-se as mãos e, a partir daí, a vida continua a quatro passos. É um caminhar a dois, são sonhos sonhados juntos, são dias melhores e outros muito piores, de quem sabe que só os supera porque tem no outro um amigo. Então, como se pode amar sem confiar? O amor baseia-se na verdade, é esta a máxima, a fórmula que mantém intacto o amor quando um dos dois o coloca em risco. 

O amor, também, por vezes confunde-se... o amor zanga-se. Todavia, o amor tem medo de perder-se, de não encontrar o caminho de volta. E é por isto que o amor, o verdadeiro amor, refaz-se. 

O amor é um turbilhão de sentimentos bons e ruins, todos aglutinados da mais densa forma e que vez por outra desintegra-se como numa explosão de átomos para novamente reconstruir-se. O amor renasce. Contudo, na minha opinião, de todos os sentimentos apenas a mentira não se integra no amor.

Engana-se quem pensa que se pode amar em paz! Não, o amor não é uma experiência de paz contínua, diria mesmo que o amor é perturbador. O amor pode esvaziar-se, pode transformar-se e pode até findar-se. Só uma coisa é invariável: não haverá amor se faltar a lealdade. Com todas as diferenças possíveis, a continuidade do amor é a verdade. O amor sucumbe à mentira.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Happy Valentine's Day!

Pode parecer piegas e às vezes provoca dores incríveis. Pode até despertar cobiças... É o amor, esse sentimento extraordinário que nos mantém firmes no propósito de continuarmos juntos.

Feliz Dia do Amor!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Maria Muda

Imagem: Eligible Magazine

Havias de conhecer a Maria! Maria nunca foi, de todo, uma pessoa vulgar. Tinha imensa alegria e qualquer coisa de sonho, de encanto. Maria não caminhava, rasgava o ar ao passar... des-li-za-va... Maria não olhava, observava. Tanto ouvia quanto falava mas falar era o que Maria mais gostava. Maria discursava.

Maria amou, muitas vezes, mas uma mais que todas as outras. O amor de Maria também a amou e foram, por longos dias, felizes. Até que um dia o amor resolveu mudar a Maria. Maria não era suficientemente boa, nem era suficientemente feliz, nem inteligente era. Maria não se compreendia.

Teria a Maria existido? Haveriam Marias dentro de outras Marias? Marias aflitas, escondidas, adormecidas? Marias dançantes, elegantes, amantes? Onde estaria a Maria?

Maria olhou-se ao espelho. E viu-se, com 45 anos, uma casa, um filho, um cão, um livro. Tinha marido e emprego. Mas de tanto querer e de tanto silenciar, Maria mudou. Maria, calou-se.