quinta-feira, 26 de março de 2015

Hoje é Dia do Cacau, o alimento dos deuses

Hoje é Dia do Cacau, esse fruto delicioso que conheço tão bem e que faz parte da minha história e de minha família. Sou do Sul da Bahia, foi lá que cresci e estudei, o cacau ajudou-me nesse crescimento. Poderia ficar horas contando casos, anedotas e acontecimentos reais que presenciei ou de amigos e conhecidos, tendo como tema o cacau, que de tão fértil até rendeu assunto para duas telenovelas da Rede Globo: Gabriela e Renascer. É conversa para muitos dias! E é por isso que hoje presto a minha homenagem ao Dia do Cacau, trazendo algumas curiosidades sobre esse alimento dos deuses.

1. Cacaueiro, ou theobroma cacao, significa alimento dos deuses.

2. O fruto, originário da região tropical da América Central, é alongado e cheio de sulco por fora; possui uma polpa branca por dentro, viscosa e com muitas amêndoas, que são as sementes do cacau.

3. É através da moagem das amêndoas secas do cacau que se faz o chocolate.

4. O cacau existia no Brasil na região Amazônia, em estado natural, mas foi cultivado pela primeira vez no Pará, e depois em Ilhéus e Itabuna (Sul da Bahia), contribuindo para o desenvolvimento econômico dessa região e servindo de inspiração para as obras de Jorge Amado.

5. Na metade do século XIX, o Brasil já era o maior exportador de cacau do mundo, chegando a mandar para o exterior mais de 70 mil toneladas. Em 2005 ocupou o 5º lugar como maior produtor mundial (sua capacidade produtiva foi reduzida com o advento da vassoura de bruxa).

7. Atualmente, o maior produtor de cacau do mundo é a Costa do Marfim.

Fontes: WikipédiaYahoo Mulher.





quarta-feira, 11 de março de 2015

O mundo, segundo o dicionário das crianças

Numa edição da Feira Internacional do Livro de Bogotá, que decorreu em Abril de 2013, um livro chamado Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças teve um grande destaque. Nele, o autor e professor Javier Naranjo reuniu mais de 500 definições para 133 palavras, de A a Z, segundo o significado que lhes dão as crianças. A ideia surgiu quando, em uma comemoração do Dia da Criança, pediu aos alunos para definirem a palavra "criança" e uma delas chamou-lhe a atenção: "uma criança é um amigo que tem o cabelo curtinho, não toma rum e vai dormir cedo." A partir daí surgiram novas definições, que o  autor foi compilando durante dez anos em diferentes escolas. 

Mais essas preciosidades:

"Adulto: Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro dela mesma." (Andrés Felipe Bedoya, 8 anos) 
"Ancião: É um homem que fica sentado o dia todo." (Maryluz Arbeláez, 9 anos) 
"Água: Transparência que se pode tomar." (Tatiana Ramírez, 7 anos) 
"Branco: O branco é uma cor que não pinta." (Jonathan Ramírez, 11 anos) 
"Camponês: Um camponês não tem casa, nem dinheiro. Somente seus filhos." (Luis Alberto Ortiz, 8 anos) 
"Céu: De onde sai o dia." (Duván Arnulfo Arango, 8 anos) 
"Colômbia: É uma partida de futebol." (Diego Giraldo, 8 anos) 
"Dinheiro: Coisa de interesse para os outros com a qual se faz amigos e, sem ela, se faz inimigos." (Ana María Noreña, 12 anos) 
"Deus: É o amor com cabelo grande e poderes." (Ana Milena Hurtado, 5 anos) 
"Escuridão: É como o frescor da noite." (Ana Cristina Henao, 8 anos) 
"Guerra: Gente que se mata por um pedaço de terra ou de paz." (Juan Carlos Mejía, 11 anos) 
"Inveja: Atirar pedras nos amigos." (Alejandro Tobón, 7 anos) 
"Igreja: Onde a pessoa vai perdoar Deus." (Natalia Bueno, 7 anos) 
"Lua: É o que nos dá a noite." (Leidy Johanna García, 8 anos) 
"Mãe: Mãe entende e depois vai dormir." (Juan Alzate, 6 anos) 
"Paz: Quando a pessoa se perdoa." (Juan Camilo Hurtado, 8 anos) 
"Sexo: É uma pessoa que se beija em cima da outra." (Luisa Pates, 8 anos) 
"Solidão: Tristeza que dá na pessoa às vezes." (Iván Darío López, 10 anos) 
"Tempo: Coisa que passa para lembrar." (Jorge Armando, 8 anos) 
"Universo: Casa das estrelas." (Carlos Gómez, 12 anos) 
"Violência: Parte ruim da paz." (Sara Martínez, 7 anos)
Fontes:Repertório CriativoCatraca Livre.


Imagem do Professor com alguns de seus alunos. Fonte: Catraca Livre

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Paciência

"Mesmo com toda libertação feminina essa grande 'paciência' que nos caracteriza não deve nunca acabar. É uma riqueza de infinitos alcances que aumenta os poderes de paz do Universo."
(Simone de Beauvoir)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A Verdade e o Amor

Há quem diga que o amor e a verdade não se misturam. Eu não acredito. Mas há pessoas que só descobrem que amam verdadeiramente depois que mentem, que a relação se impregna de mentira, da mais obscura e desumana mentira. É pena! Às vezes já vai tarde, matou o amor do mais cruel amorcídio. 

Quando duas pessoas se amam, dizem uma à outra: Sigo-te. Fecha-se os olhos, entrelaça-se as mãos e, a partir daí, a vida continua a quatro passos. É um caminhar a dois, são sonhos sonhados juntos, são dias melhores e outros muito piores, de quem sabe que só os supera porque tem no outro um amigo. Então, como se pode amar sem confiar? O amor baseia-se na verdade, é esta a máxima, a fórmula que mantém intacto o amor quando um dos dois o coloca em risco. 

O amor, também, por vezes confunde-se... o amor zanga-se. Todavia, o amor tem medo de perder-se, de não encontrar o caminho de volta. E é por isto que o amor, o verdadeiro amor, refaz-se. 

O amor é um turbilhão de sentimentos bons e ruins, todos aglutinados da mais densa forma e que vez por outra desintegra-se como numa explosão de átomos para novamente reconstruir-se. O amor renasce. Contudo, na minha opinião, de todos os sentimentos apenas a mentira não se integra no amor.

Engana-se quem pensa que se pode amar em paz! Não, o amor não é uma experiência de paz contínua, diria mesmo que o amor é perturbador. O amor pode esvaziar-se, pode transformar-se e pode até findar-se. Só uma coisa é invariável: não haverá amor se faltar a lealdade. Com todas as diferenças possíveis, a continuidade do amor é a verdade. O amor sucumbe à mentira.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Happy Valentine's Day!

Pode parecer piegas e às vezes provoca dores incríveis. Pode até despertar cobiças... É o amor, esse sentimento extraordinário que nos mantém firmes no propósito de continuarmos juntos.

Feliz Dia do Amor!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Maria Muda

Imagem: Eligible Magazine

Havias de conhecer a Maria! Maria nunca foi, de todo, uma pessoa vulgar. Tinha imensa alegria e qualquer coisa de sonho, de encanto. Maria não caminhava, rasgava o ar ao passar... des-li-za-va... Maria não olhava, observava. Tanto ouvia quanto falava mas falar era o que Maria mais gostava. Maria discursava.

Maria amou, muitas vezes, mas uma mais que todas as outras. O amor de Maria também a amou e foram, por longos dias, felizes. Até que um dia o amor resolveu mudar a Maria. Maria não era suficientemente boa, nem era suficientemente feliz, nem inteligente era. Maria não se compreendia.

Teria a Maria existido? Haveriam Marias dentro de outras Marias? Marias aflitas, escondidas, adormecidas? Marias dançantes, elegantes, amantes? Onde estaria a Maria?

Maria olhou-se ao espelho. E viu-se, com 45 anos, uma casa, um filho, um cão, um livro. Tinha marido e emprego. Mas de tanto querer e de tanto silenciar, Maria mudou. Maria, calou-se. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Eu + Tu = Eu?: "Antes só do que amado pela metade. Sozinhos somos inteiros"

Um amigo que lê o blog e que assinala-me quando apanha um texto que tem a ver com esses alfarrábios, fez-me chegar o texto abaixo, da colunista Rebeca Bedone, da Revista Bula. Verdadeiro e motivacional, fala sobre separação, solidão e recomeço, sentimentos que todos nós já partilhamos. Àqueles que estão a vivê-lo, leiam-no com atenção e com a certeza de que a pior solidão ainda é a solidão a dois.

"Você não queria, mas disse adeus. Não havia nada mais que fizesse aquele amor ficar. Restaram somente você e os sonhos que um dia foram de duas pessoas. No vazio do quarto silencioso, sua vontade de se levantar ficava escondida no canto mais frio debaixo da cama. Estava tudo fora do lugar. Móveis, objetos e pensamentos se perderam na bagunça da despedida, na partilha para decidir quem fica com o quê. Murcharam-se as flores do canteiro da janela e você se esqueceu por que precisava sair de casa para viver. 
A gente querendo ou não, o frio vem como um beijo da morte, carregado de culpas e porquês. Traz no vento gelado dúvidas como “e se eu tivesse feito isso” ou “se não tivesse feito daquele jeito”. Chega com a solidão congelando o riso e aumentando a dor de quem fica, só não vem mais o amor que já foi embora. 
Quando deixamos o amor partir, aprendemos a deixar o inverno passar. E para que chegue a estação do sol e das flores, não podemos mais viver a vida daquele amor sem ele. Ora, você nem curte essas músicas que ouviam juntos só porque ele gostava. Antes, tudo bem. Mas, agora, por que continuar com essa tortura musical? Coloque para tocar a sua canção preferida e tire-se para dançar no meio da sua sala! Então ponha um vaso florido no centro da sua mesa de jantar enquanto reaprende a fazer as refeições somente na sua companhia. Daqui a pouco estará colhendo as flores que nascerão no jardim da sua alma. 
Atenção: não é culpa sua se mais um amor não te amou. E também não é exigindo do outro a entrega de algo que não é seu que alguém te amará. Não temos a posse do outro, então não se aflija por deixar o que não te pertence partir de você. Perdoe-se de suas dúvidas e “não se esqueça que desistir de alguém não é fracassar, é só reconhecer que não se pode amar onde não há reciprocidade”. 
Eu sei que, se você pudesse, pegaria um avião agorinha mesmo só para achar o amor de novo. Iria de barco, de trem, de bicicleta, pedindo carona. Pediria férias, as contas, um empréstimo só para viajar rastreando o cheiro do seu perfume. Ah, se você pudesse, o convidaria para tomar um café, uma cerveja, um banho quente e falariam dos seus filmes preferidos, quais livros estão lendo, sobre política, filosofia e nada. Ouviriam o silêncio da noite e suas revelações, seus planos e medos. 
Mas parece que você e o amor estão sempre se desencontrando. Quando você chega, ele já passou. Quando você vai, o amor te esperava. E nesse esconde-esconde você fica cheio de saudades, deseja o que já se foi e o que nunca chegou. Seu coração é um barquinho num oceano de lembranças, ora passeando por águas calmas, ora se perdendo em lágrimas turbulentas. 
Então deixe o inverno passar e levar seu barquinho para águas que você não conhece ainda. Navegue um pouco sem rumo, mas sempre em frente. Lembre-se que o pôr do sol acontece para que na manhã seguinte o seu oceano receba um beijo quente de luz. O amor está em algum porto distante e perto de você. 
Vai navegando sua vida porque somente você pode completá-la. Dê festa para os amigos em casa, assista a filmes, mesmo sozinho, e saia para passeios por aí com você mesmo. Seja feliz com o que você tem até não precisar ter ninguém. Vai navegando ora triste, ora feliz, mas vai navegando sem se preocupar com o tempo que falta para o amor chegar. Livre-se de convenções sociais que ditam que temos que ter alguém. Acredite, é bem melhor estar só do que ser amado pela metade. 
Não que seja fácil, mas pode se tornar uma viagem e tanto. E quando um dia você se ancorar em uma nova praia, e o calor dessa areia amanhecida aquecer a sua alma e a brisa suave que vier das ondas do amar te beijar, você saberá… É o amor sendo escrito nos versos da vida que dois corações navegantes decidiram compartilhar!"
Fonte: Revista Bula.