Depois conto mais... :)
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
Este blog está de férias
Não é por falta de assunto mas já devem ter notado que o blog anda meio parado. Com muita pena minha. A verdadeira razão não é esta, contudo, também vamos de férias. Bem, costumo dizer que quando vou ao Brasil não vou propriamente de férias; vou cumprir a vontade do meu coração e, bem no fundo, resolver questões adiadas. Volto em pedaços, aí sim, a precisar de férias. Mas as crianças adoram, já estão em êxtase, contando os dias, os minutos... e os dias que antecedem é uma correria desatada: passaportes, autorização de viagem, autorização disso, daquilo... pensar no que levar, fazer malas, adiantar o trabalho... e rezar... rezar para que elas se portem bem, aguentem cerca de 8 horas de viagem de avião sem perguntarem de 5 em 5 minutos: "- Já chegamos? Falta quanto?". Adorava dizer-lhes que falta pouco mas é tão longe... tem um mar inteiro à nossa frente. Serão 30 dias só nosso: meu e delas, com a parte da minha história, meus lugares, meu céu estrelado.
Enquanto isto, quando puder mando notícias. E sim, é verdade, também irei ao Bonfim. :)
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Perder, Ganhar, Viver (Drummond, por nós, 32 anos depois)
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| Foto: Pedro Bolle / USP Imagens |
Vamos, então, recordar Drummond, já que, ao que tudo parece, a história sempre se repete.
Perder, Ganhar, Viver
Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubada um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmulas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo pela quarta vez, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas...
Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pós-voluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade autuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo.
Certamente, fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas será suficiente fazer tudo, e exigir da sorte um resultado infalível? Não é mais sensato atribuir ao acaso, ao imponderável, até mesmo ao absurdo, um poder de transformação das coisas, capaz de anular os cálculos mais científicos? Se a Seleção fosse à Espanha, terra de castelos míticos, apenas para pegar o caneco e trazê-lo na mala, como propriedade exclusiva e inalienável do Brasil, que mérito haveria nisso? Na realidade, nós fomos lá pelo gosto do incerto, do difícil, da fantasia e do risco, e não para recolher um objeto roubado. A verdade é que não voltamos de mãos vazias porque não trouxemos a taça. Trouxemos alguma coisa boa e palpável, conquista do espírito de competição. Suplantamos quatro seleções igualmente ambiciosas e perdemos para a quinta. A Itália não tinha obrigação de perder para o nosso gênio futebolístico. Em peleja de igual para igual, a sorte não nos contemplou. Paciência, não vamos transformar em desastre nacional o que foi apenas uma experiência, como tantas outras, da volubilidade das coisas.
Perdendo, após o emocionalismo das lágrimas, readquirimos ou adquirimos, na maioria das cabeças, o senso da moderação, do real contraditório, mas rico de possibilidades, a verdadeira dimensão da vida. Não somos invencíveis. Também não somos uns pobres diabos que jamais atingirão a grandeza, este valor tão relativo, com tendência a evaporar-se. Eu gostaria de passar a mão na cabeça de Telê Santana e de seus jogadores, reservas e reservas de reservas, como Roberto Dinamite, o viajante não utilizado, e dizer-lhes, com esse gesto, o que em palavras seria enfático e meio bobo. Mas o gesto vale por tudo, e bem o compreendemos em sua doçura solidária. Ora, o Telê! Ora, os atletas! Ora, a sorte! A Copa do Mundo de 82 acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos.
E agora, amigos torcedores, que tal a gente começar a trabalhar, que o ano já está na segunda metade?Fonte: Blog Bola e Arte
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Menos um...
Para a minha pequena grande menina, que hoje voltou da escola com menos um dentinho...
Fonte: I Love Jokes
quinta-feira, 3 de julho de 2014
A correr, a correr...
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Paradise is here
Sabem, o paraíso? Existe. Fica por ali, entre Lagos e Sagres, na região do Algarve, Portugal. Tem a Ponta da Piedade (Lagos), "provavelmente a praia mais bonita do mundo", segundo o jornal americano Huffington Post. Não é bem uma praia, é mais uma combinação rochosa de cavernas e grutas - verdadeiramente difícil de olhar, de tanta beleza que se vê, como declara o Huffington Post. E tem também a Praia do Martinhal (Sagres), silenciosa como o céu. É lá que descansamos, refugiamos, esquecemos... é lá o nosso paraíso.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Cenas da Eva e outros cocós...
Para descontrair...
No pequeno-almoço só nosso:
- Mããããeeee... cala-te.
- Mas eu não tou falando nada, Evinha!
Ela, muito séria, abaixa a cabeça sobre a mesa, esconde-se e continua:
- Mããããeeee... fecha os olhos.
Ouço de lá um grunhido qualquer e já nem me atrevo a interromper...
- Mãe, fiz cocó.
- Já sabia, Eva. Foi por isso que você me mandou fechar os olhos? Como se eu não tivesse nariz! :(
É assim a minha Eva.
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