segunda-feira, 24 de março de 2014

E a moda dos Detox?

Não se fala em outra coisa e até já rendeu boas risadas com o Ricardo Araújo Pereira na rubrica mixórdia de temáticas da Rádio Comercial. A dieta detox ou dieta desintoxicante jura limpar e reequilibar o organismo, eliminar toxinas e excesso de peso. Não ponho isto em causa mas convenhamos que a base de sumos e sopas, isto é, basicamente de uma dieta líquida, é impossível não perder peso! Seja como for, se quer mesmo perder peso ou "desintoxicar" o organismo, o mais recomendável é começar por procurar a ajuda de um nutricionista ou dietista e escolher o programa ideal de acordo com os hábitos e necessidades de cada um. Foi o que fiz há cerca de 1 ano e desde então tenho conseguido, com hábitos saudáveis e a prática regular de atividade física, manter o meu peso próximo dos 50Kg. Escolhi a Dieta 3 Passos e consegui eliminar 6 ou 7 quilos que teimavam em subsistir da minha segunda gravidez. O mais importante - penso eu -, é que aprendi a escolher melhor os alimentos e a combina-los. Hoje convivo bem com a regra da compensação (se exagero num dia, no outro tento compensar) comendo praticamente de tudo (com algum cuidado com os carboidratos e açúcares). No entanto, uma alimentação equilibrada, pobre em gorduras e açúcares, conjugada com o exercício físico, deve ser encarada como uma questão de saúde e bem-estar, não como uma exigência de aceitação ou martírio em prol do culto da beleza; deve - ou deveria -  integrar os programas de nutrição como recomendação de todo e qualquer governo seriamente comprometido com a saúde da população. E individualmente, alimentar-se adequadamente tem de ser visto e aceito como um estilo de vida, a incorporação de hábitos permanentes e contínuos; jamais como ataques de consciência em modo "desespero", que normalmente vêm com toda a força quando se aproxima o verão.

Dietas à parte, o clima quente favorece e convida ao consumo de frutas e sumos. É muito fácil conseguir combinações perfeitas somente com o uso da imaginação. Como venho de um país de clima tropical, cresci ao sabor de sumos e batidos deliciosos, tais como: cenoura e laranja; beterraba e laranja; beterraba, cenoura e laranja; banana e maçã; banana, maçã e farinha láctea; banana, leite e chocolate em pó; maça-verde e beterraba; melancia e maçã; pêra, maça, banana e leite; abacate e leite; abacaxi e hortelã; água de côco e carne do côco; limonada da casca do limão... tudo muito nutritivo, valendo como uma alternativa fresquinha aos cereais matinais das crianças.

Na onda dos detox, partilho abaixo duas receitas que enviou-me uma amiga. Disse-me que são de autoria da personal training de nome Cláudia (Solinca). Ainda não lhe perguntei se experimentou nem o que achou do resultado mas acabei por constatar que a minha querida mãezinha, sem saber, preparou-me verdadeiros DETOX!  

Sumo verde:
1 fatia de abacaxi ou melão
100g de folhas de couve
1 colher de folhas de salsa
1 colher de folhas de hortelã
1 limão
1 copo de água

(tomar em jejum durante 15 dias)

Sumo vermelho:
3 cenouras
1/2 maçã
1/2 beterraba
1 laranja
1 pedaço de gengibre

(tomar durante 30 dias em jejum, a seguir ao sumo verde)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Sopa de Grão de Bico

A primavera chegou em Portugal (ontem) com cara de poucos amigos! Nuvens, previsão de chuva e temperatura a descer foram determinantes para a escolha do cardápio do jantar de logo mais a noite: sopa de grão de bico. Que também assenta muito bem com o equinócio de outono que, inversamente, marca o início da estação no hemisfério sul. Portanto, sem mais delongas, segue a receita desta sopa deliciosa, bastante nutritiva e muito fácil de fazer:

Ingredientes:
1 lata de grão de bico (500gr)
Mais ou menos metade de uma courgette
3 dentes de alho
1 cebola
2 cenouras pequenas
1 caldo Knorr de frango ou legumes
sal (q.b.)
azeite (q.b.)
bacon em cubos ou chouriço (q.b.)
coentros (q.b.)

Modo de fazer:
1. Cozer as cenouras, courgette, cebola e os dentes de alho, com uma pitada de sal. 2. Reservar mais ou menos 1 chávena de grão de bico. 3. Adicionar aos legumes o restante do grão, juntamente com o caldo que vem na lata, o caldo Knorr e o bacon ou chouriço e deixar ferver mais um pouco. 4. Triturar tudo até obter um creme (pode adicionar um pouco de água até ficar com a consistência a gosto). 5. Por fim, adicionar o grão reservado e servir com um pouco de coentros e um fio de azeite.


quarta-feira, 19 de março de 2014

É Dia do Pai!

Antes que me perguntem por que hoje é Dia do Pai em Portugal e no Brasil não, passo a explicar:

Em Portugal, o Dia do Pai é comemorado a 19 de Março, dia de São José (marido de Maria e pai de Jesus Cristo), o santo católico. A celebração da data varia conforme o país mas é assim também em Espanha, Itália, Bolívia, Honduras, Andorra e Liechstenstein. Dizem que a comemoração teve origem na Babilónia (2000 a.C.) ou nos Estados Unidos da América (1909), com versões diferentes; embora a implementação da data, de uma forma ou de outra, tenha visado o incentivo às vendas no comércio.

No Brasil, o Dia do Pai é comemorado no segundo domingo de Agosto, possivelmente porque, quando comemorado pela primeira vez (1953), coincidiu com o dia de São Joaquim.

Feitos os devidos esclarecimentos, desejo a todos os papás portugueses - super heróis, escudeiros, malabaristas, motoristas, cozinheiros, muitas vezes pai e mãe... -,   um dia feliz, repleto de miminhos, desenhos e muitos beijinhos. 

Feliz Dia do Pai!  

terça-feira, 18 de março de 2014

Sobre as "primas do Brasil" do imaginário da Helena e outras influências brasileiras para uma geração de portugueses

Conheci a Helena nas aulas do curso e não criamos propriamente uma amizade instantânea. Acho que ela olhava-me com alguma desconfiança e eu achava-me estúpida ao pé dela! Até que, provavelmente, a convivência mostrou-nos que estávamos erradas. A Helena é uma pessoa, ao que me parece, reservada; mas depois, esconde qualquer coisa de terno quando sorri largamente, como quem guarda lá dentro o melhor do mundo apenas para quem, merecidamente, a conquista. Não sei bem se é assim, relativamente à Helena a única certeza que tenho é que ela é mesmo intelectualmente privilegiada, é sensível às causas humanas e à música erudita, além de simpatizarmos sinceramente uma com a outra. Somos amigas e isto é suficiente.

Ontem, a Helena surpreendeu-me - a mim e a outros amigos seus brasileiros - com um texto que me deixou emocionada. Bem, eu tenho "10 anos de Portugal" (nem gosto de fazer essas contas!) e nem sempre foi fácil (como não é para nenhum imigrante!). Claro que, para alguns, eu era "engraçada", falava "como nas novelas" e por vezes despertava uma espécie de encantamento. Outras vezes, tive de quebrar preconceitos, mostrar meus verdadeiros valores numa terra ressabiada de histórias passadas, conquistar amigos. Até hoje, todos os dias, dou continuidade a esta cansativa tarefa. Talvez por isto este texto que a Helena dedicou também a mim - na sequência do vídeo com o depoimento do escritor Valter Hugo Mãe na 9ª Festa Literária Internacional de Paraty - me deixou não somente orgulhosa e feliz mas sobretudo acarinhada! Confirmou tudo o que eu sentia a respeito da minha amiga Helena.

Assim, com a sua autorização, partilho o seu delicioso texto. Não deixem de ler (e ver o vídeo a que me refiro, link aqui, até o final) e percebam bem a importância do Brasil para uma geração de portugueses desenvergonhadamente felizes conosco.           

Era uma vez as "primas do Brasil". Não eram minhas, as primas, mas era assim que todos se lhes referiam (talvez por isso eu nunca tenha chegado a decorar os nomes delas, à excepção de uma, que era Olga, e cujo rosto o tempo levou). 
As primas do Brasil chegavam com o Verão. Na verdade, era como se o Verão chegasse com elas. E era ver os primos (os que eram mesmo primos, primos verdadeiros, e os que eram tão primos quanto eu) muito animados, e as mulheres dos primos dando todos os sinais conhecidos da ciumeira. 
Mesmo pequena, compreendia-os. A eles e a elas. É que as primas do Brasil tinham qualquer coisa. E não seria, como recorda o Valter, saberem os finais das novelas, porque não me lembro se alguma vez foram questionadas sobre isso. Mas tinham qualquer coisa. Era, talvez, o português adocicado, aquele tch-tch-tch que apetece ouvir bem perto, junto ao ouvido. Era, certamente, o decote mais cavado do que o que se usava por cá. Era o tom da pele e o ar cuidado. Era o balançado, aquele, o mesmo da garota da Ipanema do Tom. 
As primas do Brasil não eram mulheres: eram aviões (embora, na época, ainda não conhecêssemos essa vossa expressão). Aviões com grandes e finas argolas de ouro nas orelhas. 
As primas do Brasil pousavam a mão em nós quando falavam. E falavam muito. Por isso pousavam muitas vezes a mão e era bom. E sorriam. E o sorriso era lânguido e lento, um sorriso de preguiça tropical, húmida e quente. Então os primos ficavam mais solícitos, mais cavalheiros. Abriam as portas, davam passagem, e tudo parecia acontecer ao ralenti como no cinema. E as mulheres queriam ficar zangadas. E ficavam. Mas nem elas resistiam bem àquele charme dengoso que só conhecíamos nos personagens do Jorge Amado. 
As primas do Brasil acordavam a nossa fantasia do país de onde vinham, da lonjura e da vida boa. Hoje, acho que elas eram, sobretudo, alegres. E a alegria, pelo menos para um português, pode ser uma coisa profunda, inesperadamente sensual.
(Helena Guimarães)  

segunda-feira, 17 de março de 2014

Águas de Março

"Águas de Março" foi composta em 1972 por Tom Jobim. Anos depois, o maestro brasileiro declarou em várias entrevistas que escreveu esta canção numa época em que se sentia bastante deprimido, cansado, bebia muito e ressentia-se que iria encerrar a carreira cantando "Garota de Ipanema". Em 2001, numa pesquisa conduzida pelo Jornal Folha de São Paulo, a canção veio a ser nomeada como a melhor canção brasileira de sempre. "Águas de Março" teve várias versões regravadas, tanto no Brasil como no exterior, mas a mais famosa deve ser a de 1974, em dueto com Elis Regina. É a que eu mais gosto e, por isso, não terminaria o Março sem partilha-la com vocês.



É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto, é um pingo pingando,
É uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã,
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Pau, pedra, fim, caminho
Resto, toco, pouco, sozinho
Caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração. 

sexta-feira, 14 de março de 2014

Da última vez em que não te vi...




Pai, faz hoje 4 anos. Custou-me tanto, dilacerou-me por dentro! Foi sem dúvida a minha viagem mais difícil - e talvez a sua também! Custou-me não ter chegado a tempo de nos abraçar, de dizermos tudo que não dissemos, de chorar até esvaziar o coração, de nos despedir. E custou-me mais ainda não saber aquilo que você queria tanto me dizer! 

Pai, há pessoas que ao longo da vida deixam acumuladas muitas obras mas só depois que se vão deixam o seu feito mais importante: o ensinamento. 

Pai, você é para mim uma dessas pessoas. Talvez tenha calhado a mim o quinhão mais valioso, aquele que não me podem tirar...

Pai, obrigada! Só agora eu compreendo que não me facilitar a vida era a sua forma de me amar. Fez-me forte! 

Pai, perdão! Os anos e as mazelas lhe tornaram um homem mais sereno e mais resignado... tristemente resignado... e eu achava que aquele olhar vago e distante era só a ausência de motivos. Mas não era. Eu deveria ter me importado! Deveria ter lhe convencido a sentir mais vezes o ar fresco do campo e o cheiro das nossas lembranças. Se pelo menos tivéssemos tido mais uma derradeira vez!

Pai, eu estou sempre a me perguntar o que você levou em troca da vida. Espero que tenha levado os momentos em que fomos felizes: os nossos fins de semana na fazenda; as festas do Dia de Reis; as nossas fogueiras de São João; os sábados de feira-livre; as horas que passamos a ler os manuais dos carros; o lombo dos cavalos; os almoços que a mãe preparava ao seu gosto; os doces sem açúcar por causa do seu diabetes; as nossas conversas sobre a vida; o cheiro da minha primeira filha, a que você pode conhecer sem ver; o meu amor.  

Pai, eu estava a caminho (precisava que você soubesse que eu estava a caminho!). O caminho era longo, pai, mas não nos afastou! Todas as vezes em que nos despedíamos era como se fosse a última vez. Era doloroso e talvez tenha sido melhor assim, sem mais uma última vez... 

Pai, um dia, quando as minhas filhas forem mais crescidas, eu lhes contarei mais das histórias do avô e lhes ensinarei tudo que aprendi com você.

Pai, eu acho que já sei o que você queria me dizer. Descanse, pai, eu entendo!

terça-feira, 11 de março de 2014

Mulheres Possíveis (Martha Medeiros)


A minha amiga "Pri", muito carinhosamente, me enviou este texto da jornalista, escritora e cronista brasileira Martha Medeiros, que eu não conhecia. Fiquei feliz por ao lê-lo ter se lembrado de mim. São as pequenas coisas de amigas que se conhecem desde a infância e que sabem bem uma da outra! Mas isto é porque este texto fala de mulheres, de mulheres como nós: comuns, imperfeitas e que matam um leão por dia. Este texto é um afago em nosso feminino e merece ser lido por todas nós, mulheres (e também pelos homens e mulheres de nossas vidas).

"Mulheres Possíveis
Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado algumas vezes por semana, decido o cardápio das refeições, telefono para minha mãe, para minha sogra, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, faço academia, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholicPor mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam a nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo PhilippeStarck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante."
(Martha Medeiros)