sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Bolo Petit Gateau (para o amor, chocolate)

"Tudo que você realmente precisa é amor, e um pouco de chocolate". 
(Lucy Van Pelt - Turma do Charlie Brown)
E sendo assim, eis aqui a combinação perfeita para um Dia de São Valentim perfeito: o mais delicioso bolo de chocolate Petit Gateou!

Ingredientes:
4 ovos
1 chávena (xícara) de açúcar
2 chávenas de farinha de trigo
250g de manteiga
200g de chocolate em pó
1 colher de chá de bicarbonato de sódio

Para a calda de chocolate:
1 chávena (xícara) de açúcar
1 chávena de chocolate em pó
1 chávena de leite
1/2 colher de sopa de manteiga

*Levar ao lume e mexer até dar o ponto de calda. Dobrar a receita se preferir com mais calda.

Modo de fazer:
1. Misturar o açúcar, a manteiga e as gemas com uma colher de madeira. 2. Acrescentar a farinha de trigo e o chocolate em pó e misturar bem (resulta numa massa bastante consistente).3. Bater as claras (já separadas) em castelo ou neve e incorporar ao resto dos ingredientes. 4. Levar ao forno pré-aquecido, a temperatura média (mais ou menos 180º), por aproximadamente 30 minutos.

*Atenção: O bolo fica um pouco mole por dentro mas visivelmente assado por fora.



Happy Valentine's Day!


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Todos os dias é dia de amar (prévia para um feliz Dia de S. Valentim)


Já só se vê corações espalhados por todos os lados e anúncios luminosos com sugestões para um Dia de São Valentim bem passado ao lado da nossa "cara metade". O amor está no ar! E é bom que tenham reservado um dia inteirinho para celebrar o amor mas a verdade é que devemos celebra-lo todos os dias... vive-lo todos os dias... cultiva-lo todos os dias...

De todo modo, celebremos o Dia de São Valentim, que é já amanhã! É amoroso surpreendermos o nosso amor (e sermos surpreendidos também!), seja com uma caixa de bombons, um jantar romântico, um bolo de chocolate especialmente preparado, um vinho degustado ao som de boa música... com criatividade mas sobretudo com gentileza e amor. Onde encontrar o "miminho" com a cara do nosso amor todos nós sabemos, à nossa medida!

São estas as minhas sugestões, simples mas especiais. No mais, dedicar umas horas só para os dois pode ser o quanto basta: olhar nos olhos, conversar, rir e amar. Amar, acima de tudo.

"Desejo que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda exista amor pra recomeçar"

(Frejat, Amor pra Recomeçar) 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O que exatamente é um doutoramento? (guia ilustrado para quem não sabe identificar um "calombinho")

"- Então, já acabou o curso?"
"- E a tese? Como vai a tese?"
"- Já está a trabalhar?"

São perguntas que me irritam! Primeiro, porque um curso de doutoramento é algo deveras irritante; segundo, porque faz tempo que ando a procura de coerência na tese que algures se perdeu no meio dos meus conflitos (neste momento, ando a sonhar com ela, tenho pesadelos com ela...); por último, porque escrever uma tese dá "trabalho para burro" mas parece que são poucos os que percebem isso! E no meio disto tudo, há ainda uns tantos que medem a qualidade do seu trabalho pelo número de páginas escritas. É quando tenho vontade de cortar os pulsos! Mas não o faço, não sou tão parva a este ponto, restrinjo-me ao campo das intenções.

Até que, estes dias, encontrei o texto abaixo que me soou como uma espécie de mantra. Afinal, um professor de Ciências da Computação da Universidade de Utah (EUA), Matt Might, baseado na dificuldade que foi completar o seu próprio doutoramento, agora ajuda os seus estudantes a completarem o seu.

Conclusão: Não estamos acima do resto da humanidade porque conhecemos mais sobre um determinado assunto. O conhecimento é ilimitado, é uma estrada cheia de ondulações e precipícios. Na verdade, neste universo de pseudo deuses e loucos varridos, há opiniões em todos os sentidos sem que, seguramente, se possa apontar uma única resposta correta. Se calhar, é esta massa cinzenta e duvidosa que forma o "calombinho de conhecimento" que ultrapassa os limites e que o autor chama de doutoramento (Ph.D). E se querem saber mesmo, eu ainda nem lá cheguei: a minha tese está naquela fase "vai-se andando!".

Leiam o texto. Original em inglês: The illustrated guide to a Ph.D. Tradução em português do Brasil: Blog posgraduando.

***

Todo ano eu explico para um novo grupo de pós-graduandos o que é um doutorado. Mas é difícil descrever em palavras. Então, eu uso figuras. Veja abaixo o guia ilustrado que eu utilizo para explicar exatamente o que é um doutorado.

Imagine um círculo que contém todo o conhecimento humano:
Quando você completa o ensino básico, você sabe um pouco:
Quando você completa o ensino médio, sabe um pouquinho mais:
Com uma graduação, você sabe um pouco mais e ganha uma especialização:
Um mestrado te aprofunda naquela especialização:
Ler e estudar teses te leva cada vez mais em direção ao limite do conhecimento humano naquela área:
Quando você chega lá, você se foca:
Você tenta ultrapassar os limites por alguns anos:
Até que um dia os limites cedem:
Este pequeno calombinho de conhecimento que ultrapassou os limites é chamado de doutorado (Ph.D.):
Mas é claro que na sua visão de mundo fica diferente:
Mas não esqueça da dimensão das coisas:
Continue ultrapassando os limites.   

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Restaurante em Lisboa para graúdos e miúdos

Os dias de chuva não nos dão grandes hipóteses de passeio mas no Domingo não nos tirou a vontade de passar um bom bocado com os amigos. Assim, e como já há algum tempo ando a pensar em lá ir só para vos dizer o que me pareceu, fomos experimentar o famoso brunch do Hotel Real Palácio Lisboa. Chama-se Brunch em Família e é promovido todos os Domingos, inspirado na tradição de passar o dia dedicado à família. 

O conceito de facto é muito agradável tanto para os adultos como para as crianças, que contam com um cantinho especialmente pensado para as suas atividades e brincadeiras: livros, mesa de desenhos, brinquedos, mini cozinha e profissionais simpáticos que lhes acompanham e ainda realizam divertidos workshops de cake design. 

O brunch do Hotel Real é completo: brioches, panquecas, compotas, frutas, bolos, doces, saladas, sopa, massa ou risotto confeccionado no show cooking... conjugando assim um espaço aconchegante e uma "boa mesa", a combinação perfeita para uma conversa relaxante enquanto as crianças se divertem com qualidade e segurança.

O Hotel Real fica na Rua Tomás Ribeiro, nº 115, Lisboa. O brunch em família realiza-se todos os Domingos entre as 12h00 e 16h30, ao preço de 15€ (direito a uma bebida) ou 20€ (menu livre) por adulto e 7,5€ por criança entre os 3 e os 11 anos (crianças até aos 2 anos inclusive não pagam). Aconselho que façam reserva de mesa com antecedência, pois há bastante afluência (tel. 213 199 500).

Portanto, é na minha opinião mais uma boa opção de restaurante para ir com as crianças em Lisboa. Confiram!  




   


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Pedro Chagas Freitas

Conheci há pouco tempo um pouco da obra de Pedro Chagas Freitas e fiquei tão fascinada que inscrevi-me no seu curso on line de escrita criativa. Adoro a irreverência, o arrebatamento dos seus textos, muitas vezes de cortar a respiração. E prende-me o seu estilo, a forma como desmistifica a pontuação (acerca do Ilusionismo Linguístico de Chagas), como passeia pelo universo das letras. É fabuloso! 

***


"amo-te tanto mas hoje tenho de levar o carro ao mecânico, as rodas fazem um barulho estranho, não deve ser nada mas é melhor prevenir, amanhã prometo que vamos ver que tal se come naquele restaurante novo junto à rotunda, e depois levo-te ao cinema, ai não que não levo, 
amo-te tanto mas hoje tenho de ver o treino do miúdo, o treinador ligou e disse-me que temos craque, o nosso menino a jogar como gente grande, vê lá tu, quando chegar com ele vê se tens prontinha aquela comida que ele adora, o puto merece, ai não que não merece, 
amo-te tanto mas hoje tenho de ficar até tarde no escritório, há aquele projecto do estrangeiro para fechar, está aqui tudo perdido de nervos, não sei se aguento, daqui a pouco ligo-te para saber como vai tudo, o miúdo e as coisas aí em casa, agora tenho de ir mostrar a esta gente toda como se trabalha, ai não que não tenho, 
amo-te tanto mas hoje tenho de me deitar cedo, amanhã é aquela reunião importante de que te falei, se conseguir o cliente vamos ser tão felizes, aquela casa, o carro novo, quem sabe?, só tenho de o conseguir convencer, tenho tudo prontinho na minha cabeça e nada pode falhar, vamos ser ricos, é o que é, ai não que não vamos, 
amo-te tanto mas hoje não estás, cheguei à hora combinada para te levar a jantar e tu não estás, o miúdo também não, deve estar no treino, deixa-me cá ligar, ninguém atende, nem tu nem ele, provavelmente deves estar a preparar alguma, sempre foste tão assim, cheia de surpresas, daqui a nada entras pela porta e dizes que me amas, ai não que não dizes, 
amo-te tanto mas hoje tenho de assinar este papel, olho-te e peço-te perdão, prometo-te que não vai haver mais mecânicos nem treinos nem clientes estrangeiros nem reuniões entre nós, garanto-te que te quero acima de tudo, olho-te mais uma vez nos olhos e procuro acalmar o que te dói, mas tu só dizes para eu assinar e eu assino, as mãos tremem e até já uma lágrima caiu sobre elas, o nosso filho quando souber vai chorar como um menino pequeno outra vez, o nosso craque, podias ficar pelo menos pelo nosso craque, ou pelo menos por mim, para me manteres vivo, Deus me salve de não te ter comigo, sou uma impossibilidade se não te tiver para gostar, ai não que não sou, 
amo-te tanto mas hoje não tenho nada para fazer, a casa escura, um silêncio vazio e nada para fazer, apenas esperar que te esqueças de mim e me voltes a amar, e eu amo-te tanto, ai não que não amo".

Pedro Chagas Freitas, in: "O Livro dos Loucos".

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O desapego

É muito, muito difícil dizer para alguém que amamos: "- Vá!". E tanto ou mais difícil ainda é sermos nós a soltarmos-nos de pessoas, coisas ou lugares que nos são caros, importantes. Estranhamente, os dicionários trazem o significado do verbete "desapego" exatamente como "falta de apego, desafeição, desamor, desinteresse". Ao meu ver, o desapego é sentido como o contrário de tudo isto: é amor a mais. Mas há ainda quem considere um elogio dizer que alguém é "desapegado", que nesse caso tem um sentido quase altruísta. Para mim, desapegar é um processo doloroso... e tão necessário quanto respirar. Considero o apego uma prisão. Ficamos muitas vezes acorrentados ao passado, ao que fomos ou que tivemos e não evoluímos, não deixamos a vida renovar, não sabemos se o que temos hoje é real e suficiente. Desapegar deve ser um ato de amor, uma libertação, nossa e daquilo que nos prende. Muitas vezes, é preciso desapegar para seguir em frente ou até, quem sabe, voltar atrás! 

Comigo, o desapego nunca vem sem lágrimas; contudo, depois confiro uma sensação de alívio, de respeito e de certeza que suplanta a angústia do "deixar de ter" e reforça-me por dentro. Não, não é o que parece. Não gosto de não ter, de deixar de ter! No entanto, desapego por necessidade de saber que o que tenho é verdadeiro... e precisa de mim tanto quanto eu preciso daquilo a que me apego.

É assim, com este sentimento, que venho deixando pelo caminho coisas, lugares e pessoas. Faço-o por amor. Algumas trago em meu coração, para sempre, sem grilhões que as prendam; outras perco na estrada. Mas isto é porque não são minhas: são da vida!

(...)

E foi por isto, por achar que pudesse cortar-lhe as asas, tolher-lhe o voo, tirar-lhe o vento, que Ela lhe disse: "- Vá!". E Ele ficou. E Ela achou que era porque não fazia mais sentido... e sentiu, dentro dela, aquele alívio de que lhes falei.