segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Feliz 2014!


Que em 2014 haja mais sonhos, mais encontros fabulosos, mais notícias felizes. 

Que em 2014 a gente realize, degrau por degrau, o caminho que nos leve ao topo de nossos objetivos, sejam eles grandes ou simples e valiosos.

Que em 2014 nos reste tempo para sermos nós!

Que em 2014 haja menos injustiça, mais amigos, mais respeito pelo outro, mais compromisso, mais esperança.

Que em 2014 a gente aprenda mais com os nossos erros e com os erros cometidos conosco.

Que em 2014 a gente não desista de olhar a vida por cima de nossos ombros, cabeça erguida, sorriso largo, coração inundado de felicidade!

Porque é assim que a gente merece; é assim que deve ser.  

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Então, é Natal!

E ocorreu-me que é o nosso primeiro Natal aqui no Blogue, com um dia chuvoso, eu cá, mais ou menos, tentando tornar o nosso Natal caloroso, familiar, doce e feliz. É sempre uma data confusa para mim! Do outro lado ou aqui, nunca estamos todos juntos! Mesmo assim, é Natal e é um dia para ser feliz!

Um Santo e Feliz Natal para todos, com um grande abraço meu e da minha pequena família!
 


domingo, 22 de dezembro de 2013

Maitê Gorgonzola

Ela é uma mulher linda, vencedora, uma atriz fenomenal e uma pessoa controversa. Sua última passagem por Portugal deu o que falar e acho que foi infeliz! Um pedido de desculpas, meio inconclusivo, mesmo assim coube-lhe bem. Mas desta vez disse coisas certíssimas sobre o terror que para alguns é envelhecer. E eu transcrevo-a, literalmente: 
Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse ho...rror todo. Até agora. Mas a pressão é grande. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia. O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre. É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada. Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.
(Maitê Proença) 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Bacalhau com Puré de Grão (sugestão para a Consoada de Natal)

O que combina com Natal, prendas, supermercados cheios e mil coisas pelo meio? Claro que é uma receita de bacalhau fácil de preparar, que não nos tome quase tempo nenhum e ainda por cima delicioso. Portanto, se ainda anda a pensar nisso, já tem a solução: Bacalhau com Puré de Grão de Bico. Imbatível!

Bacalhau com Puré de Grão de Bico

Ingredientes
Lombos de bacalhau (média 1 por pessoa)
Azeite (quanto baste)
Coentros picados (q. b.)
4 dentes de alho
1 cebola
1 lata grande de grão de bico (mais ou menos 500g)
120ml leite
Sal e pimenta

Modo de fazer
1. Temperar os lombos de bacalhau (já demolhados) com azeite, 2 dentes de alho bem picados, cebola cortada aos gomos e ervas. Levar ao forno a 180ºC durante aproximadamente 15 minutos. 2. Numa frigideira, refogar o restante do alho com azeite, juntar o grão e depois de refogado triturar tudo com leite. Temperar à gosto com sal e pimenta e aquecer em lume brando na hora de servir. 3. Servir o bacalhau sobre o puré de grão e regar com azeite e ervas.




terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Portugal em declínio da fecundidade

Segundo dados de uma pesquisa do portal EcoDebate, de José Eustáquio Diniz Almeida, desde 1980 as taxas de fecundidade das mulheres portuguesas estão abaixo do nível de reposição, porém as projeções indicavam que a população ainda cresceria e esperava-se uma certa recuperação dessas taxas. No entanto, a crise económica que teve início em 2008, conjugada com o crescimento vegetativo (mortalidade menos natalidade) negativo, acelerou o processo de declínio populacional. O que mantinha a população estável era o saldo migratório positivo, quadro que se alterou completamente a partir de 2010 e 2011. 

Uma reportagem de Agosto deste ano, de Patrícia Mello, da Folha de São Paulo, mostra que Portugal vive a maior crise demográfica da história e pode perder 1 milhão de habitantes (quase 10% da população) em 10 a 20 anos. Cerca de 100 mil portugueses emigram anualmente desde 2010, o número de óbitos é bem maior do que o número de nascimentos e a taxa de fecundidade está em declínio, sendo já uma das mais baixas do mundo (1,28 filho por mulher). É certo que o decrescimento da população europeia é antigo mas no caso de Portugal a crise demográfica é ainda mais grave porque está aliada à emigração de mão de obra jovem e qualificada. Portugal tem a quarta maior percentagem de população com 65 anos da União Europeia (19,4%), perdendo apenas para Alemanha, Itália e Grécia.

Diz-se que Portugal encontra-se numa espiral viciosa: sem perspetiva económica, não se vislumbra uma melhoria da situação demográfica e, por outro lado, a crise demográfica agrava a crise económica. Em síntese, o declínio económico está a provocar o declínio da fecundidade e a transformar a imigração em emigração.

Traçando um paralelo com a situação brasileira, conclui-se que o caso de Portugal serve como ilustração para o Brasil, já que as taxas de fecundidade das mulheres brasileiras também estão abaixo do nível de reposição e a população deve começar a diminuir a partir de 2030. Mais, se houver crise económica, a emigração de suas riquezas humanas vai voltar a acontecer, como atualmente se nota em Portugal.

Com isto, a contar pela conjuntura económico-social desfavorável em termos de condições de trabalho e da tradição na falta de políticas de apoio à família em defesa da maternidade/parentalidade (ao contrário do que sói ocorrer em outros países da Europa), dificilmente se percetiva uma mudança considerável no caso paradigmático de Portugal. Ademais, com a queda vertiginosa da fecundidade, o aumento da longevidade e a redução do número de casamentos, é conclusivo que a população portuguesa projeta-se para o envelhecimento como um fenómeno apontado como irreversível. Ao lado da imigração, é este o grande desafio enfrentado pela sociedade portuguesa, nesta e nas gerações futuras, e para o qual deve encontrar respostas de modo a garantir a sua continuidade.

Ou seja, temos de nos sentir apoiados no desejo de ter mais filhos, de ter condições de cria-los e educa-los, de não nos sentir prejudicados na progressão da carreira profissional se precisamos de acompanha-los. E depois de investirmos neles (nos nossos filhos), temos de não sermos forçados a vê-los partir por falta de perspetiva, a mesma que nos assusta. Mas isto tudo não é o que já sabemos? Alguém, por favor, pode nos trazer uma boa notícia para o próximo ano de 2014? É que não é o que nos dizem e, se calhar, ninguém quer ficar aqui, a morrer de velhice solitária! 

Se querem saber mais, vejam, com interesse, no portal do Instituto Nacional de Estatística, os estudos: «A situação demográfica recente em Portugal» e «Primeira reflexão sobre a fecundidade, as condições de trabalho e as políticas de apoio à maternidade numa perspectiva regional».     

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Prece do dia (Metade, Oswaldo Montenegro)

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
A outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Pois metade de mim é partida
A outra metade é saudade

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas como a única coisa
Que resta a um homem inundado de sentimentos
Pois metade de mim é o que ouço
A outra metade é o que calo

Que a minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que mereço
Que a tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
A outra metade um vulcão

Que o medo da solidão se afaste
E o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso
Que me lembro ter dado na infância
Pois metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade não sei

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o seu silêncio me fale cada vez mais
Pois metade de mim é abrigo
A outra metade é cansaço

Que a arte me aponte uma resposta
Mesmo que ela mesma não saiba
E que ninguém a tente complicar
Pois é preciso simplicidade para fazê-la florescer
Pois metade de mim é plateia
A outra metade é canção
Que a minha loucura seja perdoada
Pois metade de mim é amor
E a outra metade também

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Marcas da maternidade

Costumo dizer que a vida da gente é dividida em dois períodos importantes: antes e depois dos filhos. Não estou a falar de mudança de rotina, hábitos ou prioridades, que para alguns pode não ser tão significativo assim! Estou a falar de uma mudança estrutural, da raiz às pontas, de um sentimento tão exclusivo e tão facilmente delineável que quase nos transfere outra identidade, depois dos filhos. Na escola dos pequenos, por exemplo, passamos a ser "a mãe" ou "o pai". No início, fazia-me alguma confusão! Como se de repente tivesse perdido o meu nome próprio, aquele ao qual até então respondia, para passar a ser referida pela nova espécie a que pertencia, do género mater.

Isto sem falar, no que toca às mulheres, a uma outra transformação igualmente importante - e inicialmente chocante - qual seja, do físico. Passamos 9 meses esticando... às vezes uma, duas ou mais vezes durante a vida e, como é óbvio - pelo menos para a grande maioria na qual me incluo! - não voltamos num passe de magia às medidas ou formas de antes, talvez nunca mais! Tudo bem, há mulheres que se sentem (e de facto se tornam!) muito mais bonitas; outras contam com a ajuda da medicina estética, mas estou a falar, nesse caso, da regra geral. Nesse caso, depois dos filhos, o que acontece a muitas mulheres, durante um período variável e ocupado com os cuidados com o bebé, é um quase desleixo natural e que se acentua quando o espelho não reflete a imagem que se conhecia de antes da gravidez. Segundo os médicos, o corpo da mulher pode demorar até um ano para voltar ao "normal", mas a verdade é que, muitas vezes, as marcas físicas deixadas pela maternidade são perenes.

E em razão disto, um grupo de mulheres uniram-se no Facebook em volta do projeto Birth Marks - Marcas de Nascença, da fotógrafa brasileira Leticia Valverdes, divulgando imagens e relatos de suas experiências com a maternidade e com o seu próprio corpo antes e depois dos filhos. As mulheres deixam-se fotografar tal como são, sem maquilhagem, manipulação ou pós-produção. Este tipo de trabalho fotográfico vem ganhando adeptos, tendo a fotógrafa americana Jade Beall também ficado conhecida a fotografar mulheres "sem retoques" pós-parto.
 
É um trabalho emocionante, cujo resultado pode ser conferido aqui ou na página do Facebook referida. E também, ser fotografada com o bebé, de uma forma mais íntima e materna, pode fazer parte de um processo de autoestima das recém-mamãs, ajudando-as a compreenderem a beleza que suplanta todo o estereótipo ou forma física. Como quando um amigo meu disse à sua mulher, perante as queixas que fazia relativas às suas marcas da maternidade: "Eu não me casei com uma barriga!". Foi talvez a declaração de amor mais bonita que já ouvi!