quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A Fada trabalhadora!

Fonte: Imagem retirada da Internet
A gente começa por acreditar em Fadas, Pai Natal (Papai Noel), Coelhinho da Páscoa... Depois, aos poucos, tudo isso vai se transformando em lenda. Verdade ou mito, nunca antes apreciei tanto a Fada do Dente! O que para mim há tempos pareceu um terror, aconteceu à minha menina, com euforia e alegria, graças a esperada visita da Fadinha do Dente! Já todos na escola felizes, exibindo seus sorrisos desdentados, mas nada da Fada aparecer lá por casa! Ninguém mais aguentava tanta espera! 

E finalmente, eis que, esta semana, em dias intercalados, a danada deu o ar da graça e levou da Malu os dois dentinhos que abanavam, abanavam, sem entretanto sucumbirem! De modo que tive de dar-lhe uma "mãozinha"! Com o coração espremido, do tamanho de uma ervilha, muni-me de pomada anestésica como quem sabia o que fazia... para o espanto da pequena que, com desdém, exclamava: "- Mas para quê tudo isso!?". Bem, mesmo com tanta coragem, nestas duas noites, foi um corre-corre para a cama da mãe! 

(Fadinha, foste uma grande ajuda, mas não me importo que agora vá atender aos outros pedidos! Acho que preciso descansar!)
    

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

E por que é que ela fica?

Ontem uma amiga e colega de "labuta" partilhou comigo um vídeo que me deixou a pensar! Em viagem de trabalho que mais se parece com as merecidas férias de sua vida, lá do Brasil, vai me enviando fotos de baianas, acarajés e pão de açúcar, a rir de meu infortúnio. Mas redimiu-se, e para provar que também está a investigar, enviou-me o vídeo que trago abaixo, espetacular, sobre violência doméstica.
 
Há muito queria escrever sobre violência doméstica, sobre a importância de alertar as pessoas acerca de assunto tão delicado! Mas não queria que fosse um texto puramente técnico, aborrecedor; queria que fosse algo que nos tocasse a todos, profundamente. Basicamente, sobre as questões jurídicas, todos sabem que a violência doméstica é criminalmente prevista, e como tal, passível de punição. Em Portugal, a conduta é descrita no Código Penal (art. 152º); e no Brasil, possui legislação específica, a Lei Maria da Penha. Numa análise ligeira, parece-me que a diferença principal entre os dois ordenamentos jurídicos é que, em Portugal, a violência doméstica tanto pode ser perpetrada por homem contra mulher como o inverso; já no Brasil, a Lei Maria da Penha visa proteger exclusivamente as ofendidas, independentemente de sua orientação sexual e, segundo posições mais atuais,  alcançando as transexuais. Quando a violência doméstica for praticada por mulher contra homem, a conduta será punida em face do Código Penal brasileiro. Afora isto, é importante dizer que há muitas formas de violência doméstica, incluindo a física, a sexual, a psicológica, a económica e a moral. E que a violência doméstica pode vitimar crianças, jovens, adultos e idosos, pessoas casadas ou não, que coabitem ou não, ricas ou pobres. Ou seja, qualquer pessoa, normalmente em situação de vulnerabilidade, pode ser vítima de violência doméstica.
 
E foi exatamente isto que aconteceu a Leslie Morgan Steiner, uma escritora norteamericana, licenciada pela Universidade de Harvard, com um bom emprego, casa própria, mas que, aos 22 anos de idade, caiu perdidamente de amor e casou-se com o homem que lhe batia, humilhava e tentava contra a sua vida. É difícil para uma pessoa distanciada dessa cruel realidade compreender a razão que leva alguém a insistir numa relação amorosa com quem lhe maltrata. Leslie explica, que apesar de tudo, não sabia que estava sendo maltratada, era por isto que ficava. Achava-se forte, apaixonada por um homem problemático e sentia que era a única pessoa que lhe podia ajudar. Perguntada, por que não o abandonava, somente por fim Leslie compreendeu que também era por medo. "É extremamente perigoso deixar um agressor... porque aí o agressor não tem nada a perder". Depois, quando se tem filhos, é doloroso para uma mulher deixá-los passar "tempo não supervisionado com o homem que batia na mãe deles". Digo-lhes, que muitas vezes, fica-se também porque não se sabe para onde ir; fica-se por vergonha; fica-se porque se está doente de amor.  
 
Leslie diz que somente conseguiu acabar com a negação em que se encontrava quando percebeu que o homem que tanto amava iria de fato lhe matar, se ela deixasse. Então decidiu acabar com a sua louca história de amor rompendo o silêncio e esta também foi a forma que encontrou de ajudar outras pessoas. Quebrar o silêncio, contar para toda a gente o que se está a passar, pedir e aceitar ajuda, é a única maneira de acabar com a violência. Nas palavras de Leslie, "os maus-tratos crescem apenas com o silêncio". Hoje Leslie refez a vida, voltou a casar com um homem amável e gentil e têm juntos três filhos, um labrador preto e um monovolume. Segundo afirma, o que nunca mais terá, "nunca mais, é uma arma apontada à cabeça por alguém que diz amar-[lhe]".
 
Por isso, sentida com a história de Leslie, achei que era a altura certa para dedicar algum tempo a este tema, já que a violência doméstica, se não nos afeta, pode não estar longe de nós. Neste instante, pode estar a afetar alguém de nossa família, de nosso trabalho e até mesmo a nossa melhor amiga. Para Leslie, é preciso intervir, de forma consciente, tão logo se reconheça os primeiros sinais de violência, fazendo-a diminuir. E ela sabe o que diz, é uma sobrevivente. Assim, para finalizar, conclamo as palavras da própria Leslie: "Juntos podemos fazer das nossas camas, das nossas mesas de jantar e das nossas famílias, o oásis seguro e perfeito que devem ser".
 
Vejam o vídeo!
 
 
      

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Centenário do "Poetinha" brasileiro!

No dia 19 de Outubro (sábado passado) comemorou-se o centenário de Vinicius de Moraes. Vinicius de Moraes foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, compositor e poeta brasileiro, essencialmente lírico, razão pela qual o seu parceiro e amigo Tom Jobim lhe atribuiu a alcunha "Poetinha", como ficou conhecido.
 
Capa do disco novo
Para homenagear o poeta do amor e das crianças - e apesar de ser quase impossível escolher apenas uma obra diante do rico acervo de Vinicius de Moraes -, resolvi destacar a que guardo com carinho especial e que fiz questão de dar a conhecer às minhas filhas, que são as canções do álbum "A Arca de Noé", originalmente lançado nos anos 80 em dois volumes. Adoro cantar para elas "Menininha", gravada por Toquinho, e elas também adoram ouvir a mãe cantar, mesmo desafinada!
 
Para a minha felicidade (e porque os CDs que tenho estão em péssima qualidade), as canções foram regravadas e lançadas com novos arranjos, em um único volume, mantendo a participação de artistas do projeto antigo, como Chico Buarque, e inéditos como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Ivete Sangalo e Seu Jorge. Para mim, é uma dessas coisas que a gente tem de conhecer, de ter guardada, de ouvir mil vezes, de ouvir com nossos filhos e de recomendar. Porque é poesia, é de bom gosto e, quanto mais não seja, é educativo.

            

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A minha quiche que faz sucesso!

A minha sogra tem fama de boa cozinheira e gosta de ser ela a preparar a comida para o marido, criteriosamente. Mas, acreditem, rendeu-se à minha quiche! E diante da aprovação elogiosa do meu sogro, pediu-me receita e tudo, não houve outro jeito! Assim, convenci-me de que passei no teste. Foi o oásis! Vai a receita:

Ingredientes
1 base de massa quebrada (no Brasil se diz massa podre, é a mesma massa da empada de galinha ou torta salgada) - comprada em qualquer supermercado ou como sugestão seguindo esta receita)
3 ovos
1 pacote de natas ou creme de leite fresco (200ml)

Recheio
Fazer um refogado à gosto, com o recheio que preferir, por exemplo, atum e espinafre; frango desfiado e milho; cogumelos, queijo e fiambre ou presunto; ou, ainda, as sobras de legumes e carne (costumo refogar primeiro a cebola ralada com azeite, caldo knorr e um pouco de vinho branco; acrescento um pouco de tomate em pedaços ou polpa e o recheio que escolher ou tiver em mãos; vou pondo água aos poucos que é para não secar e ficar suculento). Aqui, vale a imaginação!

Modo de fazer
1. Estender a massa quebrada numa tarteira ou travessa (deixando-a sobre o papel que vem envolta na embalagem ou em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha, que é para ser fácil desenformar). 2. Alisar bem a massa até envolver todo o fundo e cortar com uma tesoura as sobras que ficam de fora da tarteira. 3. Picar a massa com um garfo em locais diferentes, para que não faça bolhas. 4. Verter o recheio para a forma. 5. Numa tigela à parte, misturar os ovos utilizando um garfo e de seguida verter para cima do recheio. 6. Por último, juntar as natas a este preparado e com o auxílio de um garfo envolver levemente as natas com o resto do recheio. 7. Poderá temperar com um pouco de pimenta e ervas aromáticas, por exemplo. 8. Levar ao forno médio, pré-aquecido a mais ou menos 180º, até ficar douradinha.

Agora, é só aproveitarem! Como vêem, é muito fácil de fazer, uma ótima opção para uma refeição ligeira ou mesmo para servir como entrada ou petisco. As minhas quiches já fazem parte do cardápio dos aniversários das meninas, com menção honrosa de todos!
 
Quiche de frango e milho

Quiche de atum e espinafres
          

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

"É melhor ser alegre que ser triste"

A propósito de uns problemas que me atormentam... e que vêm de longe... nada como cantar um samba!
 
"É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza...
Senão não se faz um samba não
 
Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E para ser só perdão
 
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança...
De um dia não ser mais triste não
 
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinada em baixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
 
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia...
Ele é negro demais no coração...
 
(Vinicius de Moraes/Baden Powell)
 

 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Dia Mundial da Alimentação, com toda a fome que há no mundo

Fonte: Imagem retirada da Internet
Hoje a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) assinala o Dia Mundial da Alimentação com o alerta de que 842 milhões de pessoas passam fome no mundo e mais dois mil milhões têm deficiências nutritivas. Segundo essas estatísticas, uma em cada oito pessoas passam fome, sendo que, todos os anos, morrem 2,5 milhões de crianças com fome no mundo. Por outro lado, 1,4 mil milhões de pessoas vivem com excesso de peso.

É realmente paradoxal, sobretudo considerando o grave problema do desperdício alimentar, cerca de um terço dos alimentos produzidos em todo o mundo ou 1,3 mil milhões de toneladas, assunto que já abordamos aqui. Segundo especialista da FAO, com apenas um quarto desses números, é possível alimentar os 842 milhões de famintos

Com isto, entre uns que passam fome, outros que engordam e mais alguns tantos que desperdiçam, há algo de seriamente errado e que me leva a crer que não tem nada a ver com a comida ou a falta dela, mas sim com a educação do povo, com a política pública e o civismo. Já dizia os Titãs que "A gente não quer só comida; A gente quer comida, diversão e arte". Mas seja lá o que for que a gente queira, de barriga cheia é bem melhor! E você, tem fome de quê?
     

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Infrações disciplinares vs. Descontos na mesada: Certo ou errado?

Cá estou, de volta, com a minha mania de dar palpites! Evidentemente, têm todos o direito de discordar e fica assim o dito pelo não dito, neste caso, é só a opinião de uma mãe que aprende enquanto erra. Mas tinha de comentar a notícia que vi a circular, de um pai que ganhou fama e notoriedade ao partilhar no seu perfil da rede social a planilha que criou com descontos na mesada dos filhos a cada falha dos mesmos. Antes, devo dizer, em meu próprio prejuízo, que sou um tanto quanto disciplinadora, um tanto quanto à moda antiga. Acontece que, se sobrevivi sem traumas de infância aos métodos de disciplina tradicionais, não vejo sentido em repudiar tanto o castigo e, eventualmente, a palmada moderada, como pretende o discurso contemporâneo da educação só à base da conversa, que me soa demagógico. Lá em casa, naturalmente, incentivamos a liberdade de expressão, porém dentro do limite do respeito ao próximo e, em larga medida, do recheio da casa. Também não vejo qual a graça em deixar os brinquedos espalhados pela casa a espera de alguém que os arrume, muito menos em rabiscar os sofás cuja fatura até hoje guardamos! Pode até ser uma modalidade de expressão artística, mas no momento o custo não compensa a arte. E como para manter-se alguma ordem há que reconhecer-se a liderança, também em nossa família os pais são os soberanos. Ora, se a conversa falhar, têm legitimidade para aplicar o castigo. Pelo menos é assim que funcionamos!

Posto isto, a princípio, valorizei a iniciativa desse pai. E de fato teria o seu valor, não fosse o catálogo de infrações tipificadas e, bem vista a coisa, do mercantilismo da relação. Pareceu-me uma ideia bem concebida, até ver que os descontos monetários, como forma de punição, vão desde "Faltar, atrasar ou reclamar para ir à missa" até "não usar óculos"! Pareceu-me... com o maior respeito a esse pai e a ressalva de que o método pode funcionar lindamente com a sua família, mas apreciando a situação a partir da minha ótica isolada... pareceu-me um tanto quanto excessivo, talvez demasiadamente repressivo! Pareceu-me que esta fórmula poderá ser bastante eficiente para a criação de crianças robotizadas, crianças tolhidas demais! Pareceu-me, portanto, uma boa ideia, mas talvez não muito bem executada! Ou seja, a existência de regras de respeito pelo ambiente familiar, de ajuda recíproca e responsabilidade coletiva, ao meu ver, é bom que seja incentivada. Por outro lado, o objetivo de criar nos filhos compromisso e responsabilidade financeira zelando pelo cumprimento das normas, pode em verdade gerar o efeito inversamente pretendido, que é o entendimento de que a regra deve ser cumprida não em razão de sua função ou benefício, mas sim, e o que ainda é pior, por mercenarismo.
 
Por fim, talvez os castigos mais clássicos, do gênero retirar uma regalia ou dobrar as horas de estudo até compreender o significado das atitudes falhas, possam ser os que ainda surtam o melhor efeito. Bem, isto é só o que eu penso, claro, sem nenhuma credencial a mais, a não ser o meu próprio "achismo". Vale o que vale!
 
Fonte: Imagem retirada da Internet