segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A "mana" faz anos. E como eu gostaria que ela soubesse!

Da segunda família do meu pai, sou a mais velha. Quando ninguém mais contava com isso, veio a "Lala", a minha irmã mais nova, 13 anos de diferença entre eu e ela. Gosto tanto dela, quase como uma filha! Mas ela, meio por culpa, meio pelas circunstâncias, não conhece bem o limite do amor. Com ela, venho sempre aprendendo, a duras penas, que o amor perdoa. E eu, sei lá, a perdoo, sempre! Não por sermos irmãs, mas por gostar dela, quase como uma filha. Ela não sabe, mas às vezes quando estou só, ouço no carro "Ela x Ele na Cidade sem Fim", de Vanessa da Mata, e choro. Já chorei muitas vezes, porque esta canção me faz lembrar dela. É a minha canção para ela. Hoje é o seu 27º aniversário e ainda ontem ela nasceu! Quero dedicar-lhe esta canção, mas quero também que ela saiba, que para hoje, o que mais lhe desejo é um dia verdadeiramente feliz (sendo que ser feliz dá muito trabalho, e às vezes dói, mas não há outra forma de ser verdadeiramente feliz)!
 
 
"Ela não tem preço
Nem vontade
Ela não tem culpa
Nem falsidade
Ela não sabe me amar
Ela não tem jogo
Nem saudade
Ela não tem fogo
Nem muita idade
Ela não sabe me amar
Ela não saberá
Coisa de amor
De irmão
Que ela insiste e que me dá
Toda vez que eu tento
Ela sofre
Poderia ser medo
Mas como é possível
Mas então seu amor não é meu
Nem eu o seu
Pois então que será minha amada
Amadora? (...)"


domingo, 15 de setembro de 2013

Vamos lá fazer bolachas!

Quem tem amigos tem tudo. Quem tem amigos que sabem cozinhar, tem tudo e mais alguma coisa. Pois, eu cá tenho sempre a sorte de ter por perto um punhado de amigos, que para além do mais, partilham receitinhas que são verdadeiras preciosidades! E isso já vem de longe! Em 2006, Andrea D. Rey, uma amiga que também é minha afilhada de casamento, me presenteou com um caderno de receitas de família, feito por ela, escrito a mão, com índice remissivo e tudo, uma dessas raridades hoje em dia, que me acompanha e me socorre. Da Carla, amiga mais recente mas que sem dúvida será a melhor madrinha que poderíamos escolher para a Eva, veio esta receita de bolachas caseiras, facílimo de fazer e simplesmente divinais. Uma boa ideia para o lanche, quando não se sabe o que fazer numa tarde de domingo. Vamos lá à Receita:
 
Ingredientes
200g de açúcar
150g de farinha de trigo
200ml de natas (creme de leite)
 
Modo de fazer
Numa tigela, misturam-se todos os ingredientes até formar um creme homogéneo. Unta-se um tabuleiro com manteiga e polvilha com farinha de trigo. Dispor colheradas do preparado, com alguma distância entre um e outro, e levar ao forno a mais ou menos 150º durante cerca de 15m. Retirar as bolachas, polvilhar com côco ralado, chocolate em pó, açúcar ou canela (usem a imaginação à vontade!) e deixar arrefecer. Outra sugestão é, antes de levar ao forno, polvilhar com amêndoa ralada.
 
Porção: Mais ou menos 15 bolachas.
 



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Never Forget 11 September

Ontem fez 12 anos que o mundo inteiro parou. Ontem, espaçadamente, comentou-se os atentados terroristas de 11 de Setembro. Preocupa-me! Queiramos ou não, sejamos ou não americanos, tenhamos ou não perdido um amigo ou parente nesse dia, nunca devemos nos esquecer do dia em que provou-se  ser o homem o maior inimigo do próprio homem.
 
Fonte: Imagem retirada da Internet
 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Dramas infantis do universo feminino

Adoramos fazer o relatório do dia enquanto voltamos para casa. É quando temos nossas conversas em particular. E ontem foi assim:
 
Malu: - Mamãe, a Lara já não é mais a minha amiga preferida da Escola.
 
Eu: - Ah, não? Mas por quê?
 
Malu: - Porque ela não me deixou brincar com a sua caravana da Polly, só brincou com a Inês. Então eu perguntei à Marta Batista: "Marta Batista, queres ser a minha amiga preferida?" E a Marta disse-me: "Pode ser!". Então eu decidi que a Marta Batista agora é a minha amiga preferida.
 
Eu, satisfeita com a maturidade com que elas resolvem os seus pequenos problemas, antecipei-lhe: - Ok, filha! Mas isso vai passar. Vai ver que amanhã já todas vocês vão brincar juntas outra vez.
 
E a Malu, depois de um suspiro: (...) Eu passei o dia a chorar. Fui à casa de banho e chorei, chorei, chorei... Senti que partiu o meu coração!
 
Pronto, a minha filhinha de 5 anos já tem o coração partido! É assim o universo feminino!

Fonte: Imagem retirada da Internet
 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Educação, para todos!

Hoje passei toda a manhã na reunião de início do ano letivo na escola de minha filha, agora oficialmente aluna do 1º ano. Auditório cheio de pais ansiosos e cheio de dúvidas, solene boas vindas, desfile de professores, visita à sala de aula, livros e materiais entregues, escolha das atividades desportivas (uma, duas ou três?), explicações sobre as atividades curriculares e extracurriculares, autorização para sair, autorização para medicar, autorização para ser filmado, horário para entrar, horário para sair, número de faltas justificadas igual a faltas injustificadas e um rol infindável de uniformes e equipamentos que nunca devem ser misturados ou trocados entre si: um para dias comemorativos ou visitas de estudo, um para natação (com especificações detalhadas), um para dança, um para ginástica acrobática e expressão físico-motora, tudo isso um para o verão e outro para o inverno, além de tênis e sapatilhas, uns para aulas externas e outros para aulas no pavilhão.
 
Uma pessoa sai de lá pensando em procurar um curso preparatório para pais em idade escolar! Mas, acima de tudo, para além de uma alegria natural e a certeza de que nossa pequena está a ter aquilo que consideramos o melhor que podemos lhe proporcionar em termos pedagógicos (com esforço!), por um momento senti um certo desconforto ao pensar no universo de crianças que não têm a mesma sorte (salvo quando são outras as legítimas opções dos pais!). E pensei, não sem alguma culpa: "Era assim que deveria ser, a regra, para todos!". Por outro lado, todos os dias abrimos os jornais e o que mais lemos são cortes na educação, escolas encerradas, professores no desemprego, evasão no ensino superior, para já não falar nos países com graves problemas estruturais.
 
Como uma coisa puxa a outra, e no esforço de redimensionar o meu mal estar, lembrei de outra questão da qual muitas vezes nos esquecemos, que é a importância de educarmos nossas crianças em casa, a partir de casa. A escola, por melhor ou pior que seja, não educa e nem ensina, sozinha, as nossas crianças. Este é sem dúvida um trabalho conjunto, iniciado em casa e continuado na escola (e vice-versa), com a colaboração de todos. Mas às vezes, por falta de tempo, somos tentados a encher a agenda de nossos filhos com atividades, delegando à escola ou aos professores aquilo que não conseguimos fazer por eles. E, assim, acabam por passar mais tempo na escola do que conosco. Eu sei que não é fácil, falo por mim! Entretanto, isto se aviva quando recordo que, por razões  profissionais, diversas vezes deparei-me com jovens de família funcional e bom nível educacional, mas que não impediu que tivessem sérios problemas sociais. É claro que as razões são as mais variadas, nem sempre podem ser isoladas, mas o certo, o incontestável, é que a ausência dos pais a escola não consegue suprir. E as consequências podem ser catastróficas... para todos!
 
Assim sendo, para dar largada ao novo ano letivo, elegi este pensamento do filósofo grego Pitágoras (Sec. VI, a.C.), que considero como um ideal de educação a ser cumprido por todos nós, pais, responsáveis e educadores:  
              

domingo, 8 de setembro de 2013

Era uma vez, uma nação...

Comemora-se a 7 de Setembro o Dia da Independência do Brasil de seu colonizador, Portugal (1822). Mas a história oficial diz que o processo de independência começou muito antes, quando no dia 9 de Janeiro de 1822 o príncipe regente D. Pedro I (IV, de Portugal) desacatou a ordem da Coroa e recusou-se a retornar à metrópole, proclamando o Dia do Fico: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que eu fico". Mais tarde, tendo novamente sido convocado a deixar a colónia e uma vez que com isto impedia os propósitos de recolonização do Brasil, o regente viu-se obrigado a dar o grito de "Independência ou morte!"Consta, ainda, que para reconhecer a independência do Brasil, Portugal exigiu o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas, cujo dinheiro foi conseguido através de um empréstimo tomado da Inglaterra (não bastava todo o ouro "retirado" da fértil terra?).

Fonte: Imagem retirada da Internet
Reconhecidamente, a independência de um povo é algo de valor imensurável, mas a verdade é que este episódio foi quase impercetível para a maioria da população brasileira, notadamente a mais pobre: a escravidão continuou a existir e a desigualdade na distribuição de renda acentuou-se, saindo beneficiada apenas a elite agrária que apoiou D. Pedro I, à altura proclamado Imperador do Brasil.

E foi assim que tudo começou! 191 anos depois, sem saber bem ao certo quem depende ou não de quem, é assim a história que hoje se conta:
 
Era uma vez uma grande nação, que de tão grande tornou-se independente, mas cujo povo passava a vida a gritar por liberdade e igualdade social!

Haverá mudado alguma coisa? Bem, não sei. Só sei que foi assim!

 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O encontro com a escritora Victória F. e a leitora Dália Antunes (como é bom conhecer pessoas interessantes!)

Para homenagear a língua portuguesa, no Dia de Camões (10 de Junho) os alfarrábios lançou um passatempo com a Editora Aped e dois escritores, Achel Tinoco e Cláudia Fernandes, de pseudónimo Victória F. A ideia foi presentear aqueles que gostam de ler com um livro entregue pelo próprio autor. Hoje foi o dia da Dália Antunes receber o exemplar autografado de Caronte à Espera, durante uma conversa muito agradável com a Victória F. Ficamos a conhecer e saber mais sobre essa jovem e discreta escritora portuguesa, cujo segundo romance foi lançado no Brasil e que, entre outras coisas, confessou-nos necessitar isolar-se para fazer o que mais gosta: escrever.
 
Faço votos para que a Victória F. encontre o tempo e o silêncio necessário para continuar a sua trajetória pela escrita e que siga em frente, até onde a sua imaginação alcançar: muito longe!
 
Obrigada, Victória F. Obrigada Dália Antunes. Fico muito feliz por este blogue servir e proporcionar encontros tão interessantes!