domingo, 1 de setembro de 2013

Tudo pronto para as aulas começarem!

Digo-lhe:
 
- Este ano, você vai aprender uma coisa que vai mudar a sua vida para sempre, que vai lhe abrir as portas do mundo. Vai aprender a ler e a escrever!
 
 


sábado, 31 de agosto de 2013

Sete anos de casados...

Há sete anos atrás, numa quinta-feira ensolarada, dirigimos-nos à Mafra para nos casar. Sem testemunhas, sem padrinhos, ao nosso modo. Ele tratou do necessário, desde o bolo de casamento à viagem de lua de mel. Ao seu modo. E parece que foi ontem!

Olhando para nós, os mais românticos pensarão: "Eles são tão felizes!"; os céticos dirão: "Não, são mesmo uns grandes sortudos!" e outros ainda nos acharão enjoados, piegas demais! Pois, também concordo. Não há nada mais lamechas que casais felizes. Mas é claro que não somos sempre felizes! É evidente que somos diferentes, muitas vezes pensamos diferente, temos gostos diferentes, opiniões diferentes... e chocamos-nos. Então, perguntar-se-ão: "Mas como é que aparentam sempre tão bem?". A verdade é que, mesmo diferentes, não somos contraditórios. E temos uma vontade enorme de ficar juntos! Gostamos de voltar um para o outro, de alimentar nossos sonhos, cuidar de nós, planear o futuro. Com uma dose valente de amor, que às vezes estremece com o cansaço e com a rotina, é assim que, há sete anos, mantemos-nos.

O que eu posso dizer do amor? Que o amor é isto, sem tirar nem pôr. Que o amor não nos anula: Não me faz gostar de praias com vento, nem o faz gostar de ler; não me faz adorar o campismo, nem o faz sonhar com férias num resort tropical; não me faz perceber de fotografia, nem a ele patavinas sobre algumas coisas que escrevo. Ele tem pressa de viver, eu ando mais devagar; ele gosta de viajar para andar de moto, sentir a areia e o vento, eu ainda quero ir a Paris; eu fico triste no inverno e ele tem paciência; ele me trata por "tu" e para mim ele é "você". No entanto, apaixonei-me porque ele falava baixinho e eu precisava de silêncio. Daí por diante, aprendemos a conversar, a ouvir e muitas, mas muitas vezes mesmo, a fazer concessões. É assim que, há sete anos, mantemos-nos.

Não pensem que tenho fórmulas para um casamento bem sucedido... era bom que as tivesse! Talvez, cada casal vá aos poucos encontrando a engrenagem do funcionamento a dois e a vá aperfeiçoando, ano após ano, ou não. Dizem que esperemos pela crise dos sete, mas imagino que haja crise todos os anos. Acho que com o passar do tempo amadurecemos, mudamos e o casamento deve ser capaz de acompanhar essas transformações. O que pode haver são pessoas que se destroem, que são nocivas umas para as outras e que, por isso, não são melhores juntas mas quanto a isto não há nada a fazer, há só que saber identificar. E há ainda aquelas que, vivendo juntas, recusam-se terminantemente a casarem-se,  pois sendo o casamento um contrato, isto haveria de mudar tudo. Tudo bem, pode fazer sentido mas ainda assim, para mim, não há contrato mais bonito do que o de um pacto de amor.

Poderia ficar o  dia inteiro escrevendo em linhas mais ou menos direitas o meu testemunho de amor sincero. Bem, não quero correr o risco de parecer lamechas e, na verdade, quero só responder ao homem que há sete anos me convence escrevendo coisas como esta:
"Gosto cada vez mais de ti e estes 7 anos de casamento passaram bem, sou feliz contigo e quero ficar velhinho ao teu lado, com ou sem caravanas, com ou sem campismos, com ou sem apartamentos no Algarve... Pensa nas meninas, pensa nas vivências de viajar (eu sei que gostas)."
Que:
"... também quero muito ficar velhinha ao teu lado, com ou sem casa no Algarve. O campismo, você sabe, não é que goste, mas faço qualquer coisa por você e pelas meninas, peço só que sejam prudentes comigo... eu confio em ti!"
E assim, fico a pensar: se tivesse de voltar sete anos atrás, me casava outra vez... com o mesmo homem... repetidas vezes! 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Há esperança para as mulheres no Consenso de Montevideo!

Por aqui, perdida entre os meus papéis, já ia desatualizada quando me entusiasmei com a notícia de que, no passado dia 15, representantes de 38 países (incluindo o Brasil) presentes na I Reunião da Conferência Regional sobre População e Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (Montevideo, Uruguai), concluíram pela implementação de diversas medidas a favor da expansão dos direitos das mulheres. Visa-se, com isto, dar seguimento ao Programa de Ação da Convenção do Cairo (CIPD) de 1994, que instituiu internacionalmente as bases para uma visão de desenvolvimento fundada na importância das pessoas como sujeitos de direito, hoje ratificado por 179 países.
 
Entre os mais significativos avanços em abono dos direitos das mulheres, o Consenso de Montevideo reafirma, em seus princípios gerais, a laicidade do Estado como "fundamental para garantir o exercício pleno dos direitos humanos, o aprofundamento da democracia e a eliminação da discriminação contra as pessoas". Pode parecer redundante, mas reforçou-se a necessidade dos governos considerarem a possibilidade de mudarem suas legislações e políticas públicas sobre a interrupção voluntária da gravidez "para salvaguardar a vida e a saúde de mulheres e adolescentes, melhorando sua qualidade de vida e reduzindo o número de abortos". Igualmente relevante, destaca-se "o direito às orientações sexuais e à identidade de género".

Enquanto isso, no dia 25 de Julho uma manifestação a favor do direito de decidir livremente sobre a interrupção de uma gestação indesejada reuniu mais de 5 mil pessoas no Chile; bem como, desde o dia 31 de Agosto encontra-se suspensa a Portaria do Ministério da Saúde do Brasil que instituía novas regras para a realização de cirurgia de mudança de sexo na rede pública hospitalar, vindo na sequência do post sobre criança transgénero que escrevi, aqui

De modo que, como se pode notar, nem sempre as conquistas são percetíveis, o que por vezes faz esvair o meu entusiamo! Mas ainda assim, mantenho-me a espera de que desta vez o acordo não seja só um cheque passado em branco, que realmente valha o significado que traz  em si e que, verdadeiramente, venha concretizar o exercício democrático da cidadania de toda a população da América Latina e do Caribe.

 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

I have a dream...

Hoje faz 50 anos (28 de Agosto de 1963) que o reverendo e ativista Martin Luther King Jr. proferiu em Washington, D. C., durante uma Marcha que reunião cerca de 250 mil pessoas, o discurso que entrou para a história americana como símbolo político da luta pelos direitos civis dos negros, da busca por uma sociedade igualitária para negros e brancos. Passado meio século, o discurso continua atual, ecoando pelo mundo afora, projetando incansável o sonho de Luther King para as novas gerações.
 
Os especialistas dizem que isto deve-se ao fato de não ter sido dirigido apenas para negros ou cristãos, mas precisamente ao contrário, por ter sido um discurso para todos que buscam uma sociedade mais justa e fraterna. Hoje ele continua representando e reivindicando os ideais de democracia, consubstanciado em outros modos de viver e expressar-se livremente em sociedade, contra todas as formas de segregação e discriminação.
 
50 anos depois, o discurso de Luther King reflete não apenas um sonho de um cidadão americano, mas um sonho universal, um sonho ainda em vias de ser concretizado e, por isto mesmo, um sonho que não deve ser esquecido!
"Digo-lhes hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Tenho um sonho que um dia esta nação se levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: 'Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais'.
Tenho um sonho que um dia nas colinas rubras da Geórgia os filhos de antigos de escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.
Tenho um sonho que um dia o estado do Mississippi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgadas pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caráter.
Tenho um sonho, hoje! (...)".
 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Poucas e boas sugestões para as férias dos mais pequenos (e não só!)

Talvez alguns de vós tenham por preocupação escolher atividades que enriqueçam as férias escolares dos filhos, que os mantenham entretidos antes que ponham a casa abaixo, de tédio. Passar horas a fio frente à televisão, convenhamos, não é nada divertido! E com os pais tendo de trabalhar, ainda pior! 
 
No ano passado, tirei um dia para ir com a Malu ao Oceanário de Lisboa, outro ao Pavilhão do Conhecimento (onde fomos os quatro!) e outro ao Planetário Calouste Gulbenkian, este último tendo sido para mim tão proveitoso quanto para ela. Escolhi a sessão infantil, recomendada para maiores de 5 anos, mas que adaptou-se perfeitamente à minha maturidade mental... Foi uma tarde muito bem passada numa viagem pela via láctea!
 
E foi assim que conheci o programa Ciência Viva no Verão, que na verdade existe em Portugal desde 1996. A edição deste ano decorre até 15 de Setembro e engloba passeios científicos, observações astronómicas, visitas a obras de engenharia, castelos e faróis, em todo o território nacional, na companhia de especialistas. Há atividades para todas as idades (inclusive para os mais crescidos!) e a participação nas ações é totalmente gratuita, bastando apenas inscrever-se através da Internet ou da linha azul 808 200 205.
 
Ainda gostaria de repetir a visita ao Oceanário, desta vez levando a Eva, que com certeza aproveitará melhor já agora com quase 2 anos. E também adoraria ir em família assistir a peça de teatro "As Aventuras de Pinóquio", encenada todos os fins de semana nos jardins da Quinta da Regaleira, em Sintra, até 29 de Setembro. Enquanto isso, hoje a Malu foi à KidZania levada pelo programa Campo de Férias do Gymboree e, para amanhã, tem confirmada sua visita ao Museu Nacional de História Natural e da Ciência, para a ação "Medir o Céu!" do Programa Ciência Viva no Verão, que tenho certeza será mais uma grande aventura!
 
No entanto, não nos devemos esquecer que férias também é sinônimo de descanso, o que, na minha opinião, significa dar às crianças espaço para fazerem o que lhes apetecer, brincar, desenhar, ouvir e contar histórias, ir à praia, ao shopping, aos parques, ao cinema, dormir até às tantas e, claro, ter o momento de verem os seus programas televisivos preferidos, como aliás também nós fazemos (pelo menos lá em casa é assim!)! Portanto, sendo possível, perfeito seria dar-lhes o direito de escolherem, junto com os pais, um ou outro programa que possa tornar as férias de todos mais divertidas e interessantes!    
 
Enfim, são apenas sugestões que penso que vão gostar e os vossos pequenos vão aprovar!    

 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A Gaiola Dourada

"A Gaiola Dourada", filme em que o realizador lusodescente Ruben Alves faz um retrato cómico e ao mesmo tempo tocante da vida de uma família de emigrantes portugueses em França, é simplesmente delicioso! Já foi visto por mais de um milhão de espetadores em França e em Portugal ultrapassou os 200 mil em pouco mais de duas semanas. Para mim, a cena final em que a família regressada a Portugal confraterniza com os amigos, diz tudo por si: a alegria em voltar ao país de origem, a espera do "rebento" que já nascerá em Portugal, o prazer da boa mesa levado tão a sério pelos portugueses, a paixão pelo futebol... e a vista sobre o Douro... ah! esta é de tirar o fôlego!
 
Não deixem de conferir! É de ir às lágrimas, de rir e de emoção! Vejam o trailer, abaixo: