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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Então, é Natal!

E ocorreu-me que é o nosso primeiro Natal aqui no Blogue, com um dia chuvoso, eu cá, mais ou menos, tentando tornar o nosso Natal caloroso, familiar, doce e feliz. É sempre uma data confusa para mim! Do outro lado ou aqui, nunca estamos todos juntos! Mesmo assim, é Natal e é um dia para ser feliz!

Um Santo e Feliz Natal para todos, com um grande abraço meu e da minha pequena família!
 


sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Obrigada, Madiba!


Morre Nelson Mandela (95 anos), advogado, ativista, preso político durante 27 anos, herói anti-aphartheid e primeiro Presidente negro da África do Sul eleito democraticamente. Na defesa da liberdade e dos direitos humanos, deixa um legado incalculável para a humanidade. A liberdade, sem dúvida, foi a sua grande obra!

Nelson Mandela responde por seis nomes. Ao nascer, foi chamado "Rolihlahla" pelo pai, que significa «que traz problemas». Na escola, recebeu do professor o nome cristão "Nelson". "Madiba" é o nome do clã Themu a que pertence, sinal de respeito e carinho, assim como "Tata" ou «pai», por ser considerado o pai da democracia na África do Sul, e "Khulu" ou «avô», sinónimo de grande e supremo. Ainda, era conhecido por "Dalibhunga", que significa «criador ou fundador da conciliação e do diálogo».

Para homenagear este grande líder, cuja vida dedicou a humanidade, copio algumas das suas frases mais célebres. Será para sempre recordado pela generosidade e grandeza de seus ensinamentos.

Obrigada, Madiba!
"Ninguém nasce a odiar o outro pela cor da pele, pela origem ou pela religião. As pessoas aprendem a odiar e, se podem aprender a odiar, também podem aprender a amar".
"A educação é a mais poderosa arma, pela qual se pode mudar o mundo".
"Aprendi que o valor não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele. Um homem valente não é aquele que não sente medo, mas o que se sobrepõe a ele".
"Uma boa cabeça e um bom coração formam sempre uma combinação formidável!".
"Você não é amado porque você é bom, você é bom porque é amado".
"Eu sou o capitão da minha alma".
"Parece sempre impossível até que seja feito".
"Perdoem. Mas não esqueçam!".
"Da experiência de um anormal desastre humano que durou demasiado tempo tem de nascer uma sociedade da qual toda a humanidade se orgulhe".
"Nunca, nunca, nunca mais deverá esta terra fantástica voltar a sofrer a opressão de um homem sobre o outro".
"A grandeza da vida não consiste em não cair nunca, mas em levantarmo-nos de cada vez que caímos".
"Depois que subimos uma grande montanha, descobrimos que há muito mais montanhas para escalar".
"Tanto quanto brancos mataram negros, negros mataram brancos". 
"A imprensa é um dos pilares da democracia".
"Lutar contra a pobreza não é um assunto de caridade, mas de justiça".
"Haverá vida depois de Mandela". 
"A morte é algo inevitável. Quando um homem fez o que acreditava necessário pelo seu povo e pelo seu país, pode descansar em paz. Creio ter cumprido esse dever e, por isso, descansarei para a eternidade". 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Frida Kahlo

Teve a doença e o amor como as maiores tragédias da sua vida. Uma grande mulher, sem dúvida! 
 
 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Até que a morte nos separe!

Estou calada, não somente porque "caiu-me" a casa, desorientou-me o ritmo, refiz trajetos e tomei decisões que me custaram; não pelo facto de serem como agora são, mas por ter sido tudo urgentíssimo, contrariando a minha necessidade de ponderar seja o que for. Estou calada, é verdade, mas isto é porque não consigo escrever. Tenho mãos sãs, mas que escrevem o que vem de dentro de mim... e agora o que sinto é triste e confuso! Até hoje, mantive-me muda, a espera que a tempestade passasse, numa espécie de transe ou oração, silenciada. Mas hoje, pelo significado do dia, decidi falar. Não sei bem o por quê, às vezes sinto simplesmente que devo dizer, como se assim, ao revelar que a mim também me acontece, que não estamos sós nesse universo de amor e dor, de dias bons e menos bons, de sensações tão ambíguas, pudesse ser importante para alguém! E fico mais leve! Hoje, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, falaria de qualquer forma, só por acreditar na importância desta causa. No entanto, hoje senti que deveria dizer que a violência contra as mulheres também me atingiu em cheio! Não a mim, diretamente, mas a mulheres que amo profundamente (e a dada altura, também a um homem!)! Hoje refiro-me, precisamente, a uma mulher que, de tanta solidão e de tanta sede de encontrar o amor, atira-se a ele mesmo sem vê-lo, até que, desta vez, "acertou" em um agressor. E dói-me imensamente ver a sua desgraça e daqueles que lhes são próximos, dói-me ainda mais porque, sem compreender, ela voltou mesmo machucada para os braços que lhe apertaram com ódio e dor. Exatamente como escrevi no post «E por que é que ela fica?»! Tornei-me assim, em sentimento, uma espécie de vítima transversal da violência... porque não me sinto capaz de reagir, de convencer e de proteger alguém que amo... e que continua sem saber o que é o verdadeiro amor! 
 
Assim, através deste testemunho, vejam uma mulher sem marcas visíveis no corpo, que às vezes se culpa por ser feliz, que vive num lar funcional e estrutural, mas que, nem assim, esteve longe de ser atingida reflexamente pela violência doméstica. Vejam o quão nocivo e até onde se pode propagar um ato de violência, tão grave que fere mortalmente os mais essenciais direitos da pessoa humana e, ainda mais, das crianças que assistem indefesas às agressões. Vejam isto como um motivo importante para denunciar e propagar esta luta, que mais do que minha ou sua, deve ser de toda a sociedade.
 
Para assinalar este dia, remeto à campanha de sensibilização sobre a violência contra as mulheres veiculada pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), cujo vídeo partilho, como forma de alertar para o crescente número de mulheres que todos os dias são assassinadas pelos seus maridos ou companheiros. E o meu desejo é que um dia as pessoas sejam realmente livres para amar (ou não!)! Que um dia o amor não aprisione, não isole, não aliene, não machuque! Ainda, que um dia o amor pelo outro só venha depois do nosso próprio amor! 
 
             

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Alô Brasil, prepara a receção! Tem Portugal no Mundial!

 
Não ligo nada ao Futebol, o que não impediu que ontem, durante 90 minutos, estivesse de olhos fixos na TV. Para nós lá de casa, o Mundial do Brasil, sem Portugal, não teria a mesma graça! E sofremos e comemoramos, a Eva bem mais! A cada grito de "Golooooooo...", a Evinha ricochetava "Bolooooooo... (?) quer bolo, mãe!". Risos e mais risos, com bolo ou sem bolo, Portugal vai para o Brasil!
 
Mas para mim, que não percebo nada disto, o destaque do jogo foi a autoconfiança do grandioso Cristiano Ronaldo, mais até do que o seu preparo físico. Enquanto comemorava os golos, percebia-se ele dizer: "Eu estou aqui!", como quem afirma: "Eu existo, eu resolvo isto!". Pois é, isto faz uma enorme diferença! E, fez! 
 
Foi assim que hoje acordamos, com um sorriso bem largo e colorido de Brasil e Portugal! E antes que voltem a nos lembrar a crise e os problemas sociais - de ambos os lados! -, vamos combinar que é bom uma pausa para respirar e que o povo, já agora unido, merece e tem motivos para festejar. Como veem, uma nação também se faz de talentos e de vitórias!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Dia Nacional da Cultura brasileira

No dia 5 de Novembro comemora-se o Dia Nacional da Cultura brasileira, cuja data foi escolhida em homenagem ao aniversário de Rui Barbosa, um dos maiores intelectuais da história do Brasil. O país é reconhecido pela sua grandiosidade e diversidade cultural, assimilada em face das influências advindas dos diferentes povos que constituem o ADN (DNA) do brasileiro: desde os primeiros habitantes, os índios, aos portugueses, negros e todos que se seguiram, cada um dos quais contribuiu deixando a herança de seus costumes na gastronomia, na língua, na musicalidade e no rico folclore brasileiro. Assim, de Norte a Sul do país pode-se percorrer diversos Brasis dentro de um imenso Brasil, orgulhoso! Pode-se falar dialetos, vestir bombacha  ou quase nada, passar do frio ao calor e manter a sua integridade, única! Daqui, mando um grande viva à cultura brasileira, com toda a minha brasilidade.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Semear, colher e agradecer!

Só com o passar dos anos percebi bem o verdadeiro valor das coisas, percebi que só mantemos aquilo que nos pertence e que a conquista também se faz com renúncia. A partir dessa constatação, acho que tornei-me uma pessoa menos pesarosa... e agradecida! Sou muito crítica! Observo muito a vida ao meu redor, as pessoas próximas, e cada vez mais tenho a certeza que as coisas mais valiosas são as aparentemente mais simples, corriqueiras e gratuitas. Pode ser relativamente simples ser-se feliz, mas não é nada fácil! 
 
E assim, hoje sinto que devo um agradecimento, porque esta semana, sem que estivesse minimamente a espera, uma notícia me deixou muito feliz! Os alfarrábios foi referido numa data importante para uma família, pelo anfitrião da festa que o meu marido fotografou, por considera-lo "um blog muito interessante", mas principalmente, por se sentir identificado com o que escrevi no post «Sete anos de casados...». Disse isto em discurso, num dia especial, na presença de pessoas importantes para si! Para mim, é motivo de enorme gratidão poder fazer um pouco parte da vida de pessoas que até então eu não sabia e poder, com o que vou semeando aqui, mais ou menos de forma aleatória, tocar no coração das pessoas... fazê-las pensar: - (...) Oh pá, é isto!
 
Obrigada, Bruno! Obrigada também pela generosidade em permitir a partilha do vídeo! Tudo o que queria era dizer que somos muitos, todos diferentes, mas iguais em tantas outras coisas... E acho que consegui!
 
            

Happy Halloween!!!

Fonte: Imagem retirada da Internet

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Horário de inverno (UE), é já no domingo!

É já no domingo, dia 27 de Outubro, que entra em vigor o horário de inverno 2013 para Portugal. Assim, deveremos atrasar o relógio em 60 minutos às 02h00 (Continente e Madeira) e 01h00 (Açores). O que significa dizer que, neste dia, teremos o dia mais longo do ano (com 25 horas) e, já agora, poderemos dormir mais uma horinha! Como eu ando a precisar disso!
 
(A mudança de hora decorre de uma diretiva comunitária e é prevista para toda a União Europeia. Em Portugal, a hora legal é fornecida pelo Observatório Astronómico de Lisboa. O horário de inverno termina no último domingo de Março do ano seguinte).
 
Fonte: Imagem retirada da Internet
 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Centenário do "Poetinha" brasileiro!

No dia 19 de Outubro (sábado passado) comemorou-se o centenário de Vinicius de Moraes. Vinicius de Moraes foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, compositor e poeta brasileiro, essencialmente lírico, razão pela qual o seu parceiro e amigo Tom Jobim lhe atribuiu a alcunha "Poetinha", como ficou conhecido.
 
Capa do disco novo
Para homenagear o poeta do amor e das crianças - e apesar de ser quase impossível escolher apenas uma obra diante do rico acervo de Vinicius de Moraes -, resolvi destacar a que guardo com carinho especial e que fiz questão de dar a conhecer às minhas filhas, que são as canções do álbum "A Arca de Noé", originalmente lançado nos anos 80 em dois volumes. Adoro cantar para elas "Menininha", gravada por Toquinho, e elas também adoram ouvir a mãe cantar, mesmo desafinada!
 
Para a minha felicidade (e porque os CDs que tenho estão em péssima qualidade), as canções foram regravadas e lançadas com novos arranjos, em um único volume, mantendo a participação de artistas do projeto antigo, como Chico Buarque, e inéditos como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Ivete Sangalo e Seu Jorge. Para mim, é uma dessas coisas que a gente tem de conhecer, de ter guardada, de ouvir mil vezes, de ouvir com nossos filhos e de recomendar. Porque é poesia, é de bom gosto e, quanto mais não seja, é educativo.

            

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Dia Mundial da Alimentação, com toda a fome que há no mundo

Fonte: Imagem retirada da Internet
Hoje a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) assinala o Dia Mundial da Alimentação com o alerta de que 842 milhões de pessoas passam fome no mundo e mais dois mil milhões têm deficiências nutritivas. Segundo essas estatísticas, uma em cada oito pessoas passam fome, sendo que, todos os anos, morrem 2,5 milhões de crianças com fome no mundo. Por outro lado, 1,4 mil milhões de pessoas vivem com excesso de peso.

É realmente paradoxal, sobretudo considerando o grave problema do desperdício alimentar, cerca de um terço dos alimentos produzidos em todo o mundo ou 1,3 mil milhões de toneladas, assunto que já abordamos aqui. Segundo especialista da FAO, com apenas um quarto desses números, é possível alimentar os 842 milhões de famintos

Com isto, entre uns que passam fome, outros que engordam e mais alguns tantos que desperdiçam, há algo de seriamente errado e que me leva a crer que não tem nada a ver com a comida ou a falta dela, mas sim com a educação do povo, com a política pública e o civismo. Já dizia os Titãs que "A gente não quer só comida; A gente quer comida, diversão e arte". Mas seja lá o que for que a gente queira, de barriga cheia é bem melhor! E você, tem fome de quê?
     

terça-feira, 8 de outubro de 2013

As imagens de Jill dão cor ao Outubro Rosa

Jill Bzerzinski-Coley tem 35 anos e vive no Kentucky (EUA). Um dia antes de completar 32 anos, foi-lhe diagnosticado um cancro (câncer) de mama. Jill passou por uma mastectomia dupla, 16 sessões de quimioterapia, 31 de radioterapia e duas cirurgias reconstrutivas, mas, infelizmente, um novo exame detectou metástase nos ossos, retirando-lhe qualquer esperança de vida.

Todos devem conhecer uma história semelhante! Eu perdi para o cancro, pelo menos, uma grande amiga aos 32 anos de idade. A minha amiga ambicionava ser magistrada, era jovem, estudiosa e cheia de sonhos. Ser confrontada com uma realidade como esta é um golpe duro para quem tem vinte e poucos anos. Para a família da minha amiga foi desespero, desalento e dor. Diz-se que esta doença, de fato, é muito mais agressiva quando acontece antes dos 40 anos (com mais probabilidade de reincidência) e foi o que lhe aconteceu.

A minha amiga não teve tempo de deixar sua história escrita, lutou até o fim, tarde se apercebeu que a morte lhe havia vencido! Ao contrário, Jill já aceitou o seu destino, mas antes, quer que a sua história inspire outras pessoas, homens e mulheres do mundo inteiro, para que se sintam confiantes com o seu próprio corpo. Hoje, sua maior luta é alertar sobretudo as mulheres jovens para o cancro de mama. Assim, Jill contactou sua amiga fotógrafa Nikki Closer, que por sua vez convidou a fotógrafa de retratos Sue Brycer, e se deixou fotografar ao estilo de uma princesa, cujo ensaio, realizado em Paris, tem circulado o mundo através da Internet. A mensagem que se pretende transmitir, principalmente para as pessoas que vivem com a doença, é a de que, apesar disto, podem se sentir bonitas e sensuais.

E é assim que eu gostaria de reportar o Outubro Rosa, mês mundialmente dedicado à consciencialização popular sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento do cancro de mama, doença que mais mata mulheres em todo o mundo. Vamos deixar que as imagens de Jill falem por si, que nos alerte para o quão real é o cancro de mama, mas que ao mesmo tempo nos toque profundamente e nos motive, notadamente neste mês de Outubro, a dedicar algum tempo a nos examinar e fazer os nossos exames de rotina, assim como a repassar esta mensagem a todas as nossas amigas e mulheres de nossa família.

As imagens do ensaio fotográfico de Jill Bzerzinski-Colley podem ser vistas aqui. Jill também inspirou o documentário "The light that shines", que pode ser visto aqui.

Por fim, sugiro uma visita ao blog Minha Vida Comigo, escrito pela jornalista Vânia Castanheira, que se diferencia pela forma positiva como Vânia fala sobre a doença, o seu tratamento, sexualidade, nutrição, espiritualidade e aquilo que chama de "câncer da alma".

Quanto à nós, vamos combinar que levaremos o mês Rosa, literalmente, à peito, para o nosso bem e de todos aqueles que amamos.

(Em memória de Ivana Queiroz)
 
      

sábado, 5 de outubro de 2013

A Evinha faz 2 anos. Que sorte a nossa!

A Malu, de quando em vez, exclama: "A Eva tem muita sorte!". E é verdade! A Eva não só nasceu rodeada de amor e cuidado, como tem a grande sorte de contar com o benefício de ser a mais nova, a bebé da família. Ainda bem que é assim, pois se fosse o contrário, não sei o que seria de nós! A Eva tem a sorte de tirar-nos do sério e depois nos espreitar de soslaio, com aqueles olhos gigantes, de pestanas enormes, hipnotizadores. A Eva, sensivelmente do alto dos seus 0,85cm, é experiente em transpor obstáculos, subir escadas a saltar degraus, pendurar-se nos cortinados, arriscar-se em driblar a segurança e riscar paredes e sofás, limpar o chão com toalhitas Dodot, esconder-se nos quartos, desaparecer em locais públicos e fazer birras de enervar. Por outro lado, a Eva é espertíssima! Cedo percebeu que, como a segunda criança da casa, tinha de ser descomplicada para sobreviver à sofreguidão da mãe... e tornou-se um bocado independente, um bocado até demais para os moldes esperados! 
 
Hoje a Evinha completa 2 anos, mesma data da implantação da república portuguesa e da promulgação da Constituição do Brasil de 1988, sábado. Passamos o dia nós as três, com o pai a trabalhar, como costuma acontecer. Mas como queria muito registar este dia, cantamos nós os parabéns, partimos o bolo, enchemos a Evinha de mimos, fizemos o seu dia. E eu comecei a escrever à tarde, já é noite, talvez ainda vá a tempo, se a Evinha entretanto adormecer! Não queria que acabasse sem antes falar-vos da minha Evinha. Queria dizer-vos da sorte que tenho em ter duas filhas saudáveis e lindas, fisicamente muitíssimo parecidas, ambas do signo de balança (libra)... e as semelhanças terminam aqui. A Eva, meritoriamente, acrescentou-nos e estabilizou-nos, depois de um período natural de adaptação de todos. É, sem dúvida, a peça de encaixe que faltava! Nem consigo compreender o medo que tive de não ama-la tanto quanto à sua irmã, de não conseguir ser suficientemente mãe delas duas! De resto, a Eva  é realmente uma grande sortuda, mas a verdade disto tudo, é que nós é que tiramos a sorte grande! A Eva é uma encantadora de corações!
     

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Há 6 anos, ouvi o choro que mudou minha vida!

Há 6 anos, em Salvador, terra abençoada da minha Bahia, com os primeiros raios de sol de uma terça-feira, ouvi pela primeira vez o chorinho dela. Ela chegou, pequenina e confusa, refletia exatamente aquilo que eu sentia! Agarrou-se a mim e eu a ela, começávamos ali uma nova história. Tornamo-nos mais que mãe e filha, tornamo-nos companheiras, uma espécie de fieis escudeiras, protetoras, eu e ela professoras de nossas vidas. Tudo mudou a partir daquele dia! Nasceu em mim um amor que eu não conhecia e a sensação, confirmada, de que a minha casa seria blindada contra tudo que pudesse nos fazer mal. Ela é a minha "Lelé", a minha filha doce, amada, curiosa e sensível. A melhor amiga, a melhor irmã, a nossa Maluzinha. 
 
E eu só tenho a agradecer pela sua vida!
 
   

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Dia Mundial da Música

No dia 1 de Outubro de 1975, o International Music Council, organização fundada pela UNESCO, instituiu o Dia Mundial da Música, com o objetivo de promover a música e divulgar a diversidade musical, fazendo-a chegar a todas as pessoas, dentro dos ideais de paz e amizade fomentados pela ONU.
 
Hoje haverá, um pouco por todo o lado, programações musicais gratuitas em celebração a esta data, como no Museu da Música e no Museu do Fado, em Lisboa, e na Casa da Música, no Porto.
 
De minha parte, fiz esta pausa para pensar na trilha sonora da minha vida, no quanto a música define bem as fases que vou vivendo. Desde João Gilberto, Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia; Titãs, Legião Urbana, Cazuza; Adriana Esteves,  Zeca Baleiro, Ana Carolina, Seu Jorge, Maria Gadú; Luís Represas, Marisa, Antonio Zambujo; Leonard Cohen, Tom Jones, Adele, Amy Winehouse, John Mayer, Amy Mcdonald... todos já cantaram ou cantam para mim. E se pararem um instante, vão ver que há sempre música marcando um momento ou outro de vossas vidas. É isso que a música faz: toca o coração das pessoas! E é por isso que presto, agradecida, esta pequena homenagem a todos os artistas da música.
 
Fonte: Imagem retirada da Internet
        

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Equinócio

É outono no hemisfério norte e primavera no hemisfério sul...

Fonte: Imagem do Sol do equinócio de 2010, conseguida pela NASA

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A "mana" faz anos. E como eu gostaria que ela soubesse!

Da segunda família do meu pai, sou a mais velha. Quando ninguém mais contava com isso, veio a "Lala", a minha irmã mais nova, 13 anos de diferença entre eu e ela. Gosto tanto dela, quase como uma filha! Mas ela, meio por culpa, meio pelas circunstâncias, não conhece bem o limite do amor. Com ela, venho sempre aprendendo, a duras penas, que o amor perdoa. E eu, sei lá, a perdoo, sempre! Não por sermos irmãs, mas por gostar dela, quase como uma filha. Ela não sabe, mas às vezes quando estou só, ouço no carro "Ela x Ele na Cidade sem Fim", de Vanessa da Mata, e choro. Já chorei muitas vezes, porque esta canção me faz lembrar dela. É a minha canção para ela. Hoje é o seu 27º aniversário e ainda ontem ela nasceu! Quero dedicar-lhe esta canção, mas quero também que ela saiba, que para hoje, o que mais lhe desejo é um dia verdadeiramente feliz (sendo que ser feliz dá muito trabalho, e às vezes dói, mas não há outra forma de ser verdadeiramente feliz)!
 
 
"Ela não tem preço
Nem vontade
Ela não tem culpa
Nem falsidade
Ela não sabe me amar
Ela não tem jogo
Nem saudade
Ela não tem fogo
Nem muita idade
Ela não sabe me amar
Ela não saberá
Coisa de amor
De irmão
Que ela insiste e que me dá
Toda vez que eu tento
Ela sofre
Poderia ser medo
Mas como é possível
Mas então seu amor não é meu
Nem eu o seu
Pois então que será minha amada
Amadora? (...)"


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Never Forget 11 September

Ontem fez 12 anos que o mundo inteiro parou. Ontem, espaçadamente, comentou-se os atentados terroristas de 11 de Setembro. Preocupa-me! Queiramos ou não, sejamos ou não americanos, tenhamos ou não perdido um amigo ou parente nesse dia, nunca devemos nos esquecer do dia em que provou-se  ser o homem o maior inimigo do próprio homem.
 
Fonte: Imagem retirada da Internet
 

domingo, 8 de setembro de 2013

Era uma vez, uma nação...

Comemora-se a 7 de Setembro o Dia da Independência do Brasil de seu colonizador, Portugal (1822). Mas a história oficial diz que o processo de independência começou muito antes, quando no dia 9 de Janeiro de 1822 o príncipe regente D. Pedro I (IV, de Portugal) desacatou a ordem da Coroa e recusou-se a retornar à metrópole, proclamando o Dia do Fico: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que eu fico". Mais tarde, tendo novamente sido convocado a deixar a colónia e uma vez que com isto impedia os propósitos de recolonização do Brasil, o regente viu-se obrigado a dar o grito de "Independência ou morte!"Consta, ainda, que para reconhecer a independência do Brasil, Portugal exigiu o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas, cujo dinheiro foi conseguido através de um empréstimo tomado da Inglaterra (não bastava todo o ouro "retirado" da fértil terra?).

Fonte: Imagem retirada da Internet
Reconhecidamente, a independência de um povo é algo de valor imensurável, mas a verdade é que este episódio foi quase impercetível para a maioria da população brasileira, notadamente a mais pobre: a escravidão continuou a existir e a desigualdade na distribuição de renda acentuou-se, saindo beneficiada apenas a elite agrária que apoiou D. Pedro I, à altura proclamado Imperador do Brasil.

E foi assim que tudo começou! 191 anos depois, sem saber bem ao certo quem depende ou não de quem, é assim a história que hoje se conta:
 
Era uma vez uma grande nação, que de tão grande tornou-se independente, mas cujo povo passava a vida a gritar por liberdade e igualdade social!

Haverá mudado alguma coisa? Bem, não sei. Só sei que foi assim!

 

sábado, 31 de agosto de 2013

Sete anos de casados...

Há sete anos atrás, numa quinta-feira ensolarada, dirigimos-nos à Mafra para nos casar. Sem testemunhas, sem padrinhos, ao nosso modo. Ele tratou do necessário, desde o bolo de casamento à viagem de lua de mel. Ao seu modo. E parece que foi ontem!

Olhando para nós, os mais românticos pensarão: "Eles são tão felizes!"; os céticos dirão: "Não, são mesmo uns grandes sortudos!" e outros ainda nos acharão enjoados, piegas demais! Pois, também concordo. Não há nada mais lamechas que casais felizes. Mas é claro que não somos sempre felizes! É evidente que somos diferentes, muitas vezes pensamos diferente, temos gostos diferentes, opiniões diferentes... e chocamos-nos. Então, perguntar-se-ão: "Mas como é que aparentam sempre tão bem?". A verdade é que, mesmo diferentes, não somos contraditórios. E temos uma vontade enorme de ficar juntos! Gostamos de voltar um para o outro, de alimentar nossos sonhos, cuidar de nós, planear o futuro. Com uma dose valente de amor, que às vezes estremece com o cansaço e com a rotina, é assim que, há sete anos, mantemos-nos.

O que eu posso dizer do amor? Que o amor é isto, sem tirar nem pôr. Que o amor não nos anula: Não me faz gostar de praias com vento, nem o faz gostar de ler; não me faz adorar o campismo, nem o faz sonhar com férias num resort tropical; não me faz perceber de fotografia, nem a ele patavinas sobre algumas coisas que escrevo. Ele tem pressa de viver, eu ando mais devagar; ele gosta de viajar para andar de moto, sentir a areia e o vento, eu ainda quero ir a Paris; eu fico triste no inverno e ele tem paciência; ele me trata por "tu" e para mim ele é "você". No entanto, apaixonei-me porque ele falava baixinho e eu precisava de silêncio. Daí por diante, aprendemos a conversar, a ouvir e muitas, mas muitas vezes mesmo, a fazer concessões. É assim que, há sete anos, mantemos-nos.

Não pensem que tenho fórmulas para um casamento bem sucedido... era bom que as tivesse! Talvez, cada casal vá aos poucos encontrando a engrenagem do funcionamento a dois e a vá aperfeiçoando, ano após ano, ou não. Dizem que esperemos pela crise dos sete, mas imagino que haja crise todos os anos. Acho que com o passar do tempo amadurecemos, mudamos e o casamento deve ser capaz de acompanhar essas transformações. O que pode haver são pessoas que se destroem, que são nocivas umas para as outras e que, por isso, não são melhores juntas mas quanto a isto não há nada a fazer, há só que saber identificar. E há ainda aquelas que, vivendo juntas, recusam-se terminantemente a casarem-se,  pois sendo o casamento um contrato, isto haveria de mudar tudo. Tudo bem, pode fazer sentido mas ainda assim, para mim, não há contrato mais bonito do que o de um pacto de amor.

Poderia ficar o  dia inteiro escrevendo em linhas mais ou menos direitas o meu testemunho de amor sincero. Bem, não quero correr o risco de parecer lamechas e, na verdade, quero só responder ao homem que há sete anos me convence escrevendo coisas como esta:
"Gosto cada vez mais de ti e estes 7 anos de casamento passaram bem, sou feliz contigo e quero ficar velhinho ao teu lado, com ou sem caravanas, com ou sem campismos, com ou sem apartamentos no Algarve... Pensa nas meninas, pensa nas vivências de viajar (eu sei que gostas)."
Que:
"... também quero muito ficar velhinha ao teu lado, com ou sem casa no Algarve. O campismo, você sabe, não é que goste, mas faço qualquer coisa por você e pelas meninas, peço só que sejam prudentes comigo... eu confio em ti!"
E assim, fico a pensar: se tivesse de voltar sete anos atrás, me casava outra vez... com o mesmo homem... repetidas vezes!