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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

I have a dream...

Hoje faz 50 anos (28 de Agosto de 1963) que o reverendo e ativista Martin Luther King Jr. proferiu em Washington, D. C., durante uma Marcha que reunião cerca de 250 mil pessoas, o discurso que entrou para a história americana como símbolo político da luta pelos direitos civis dos negros, da busca por uma sociedade igualitária para negros e brancos. Passado meio século, o discurso continua atual, ecoando pelo mundo afora, projetando incansável o sonho de Luther King para as novas gerações.
 
Os especialistas dizem que isto deve-se ao fato de não ter sido dirigido apenas para negros ou cristãos, mas precisamente ao contrário, por ter sido um discurso para todos que buscam uma sociedade mais justa e fraterna. Hoje ele continua representando e reivindicando os ideais de democracia, consubstanciado em outros modos de viver e expressar-se livremente em sociedade, contra todas as formas de segregação e discriminação.
 
50 anos depois, o discurso de Luther King reflete não apenas um sonho de um cidadão americano, mas um sonho universal, um sonho ainda em vias de ser concretizado e, por isto mesmo, um sonho que não deve ser esquecido!
"Digo-lhes hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Tenho um sonho que um dia esta nação se levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: 'Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais'.
Tenho um sonho que um dia nas colinas rubras da Geórgia os filhos de antigos de escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.
Tenho um sonho que um dia o estado do Mississippi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgadas pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caráter.
Tenho um sonho, hoje! (...)".
 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Pai...

Ontem comemorou-se o Dia do Pai no Brasil (segundo domingo de Agosto) e eu emudeci. Vi fotos dos amigos com seus heróis, vi os meus amigos heróis, mensagens sentidas circulando pelas redes sociais. Recordei e calei. Há momentos assim, em que as palavras são vazias ou não bastam! E tive pena de ter crescido longe dele, de tantas vezes não nos termos compreendido, de constatar, somente tarde demais, que na maioria das vezes ele estava com a razão. Não sabia era dizê-lo, afastava-nos com um abismo de ideias mal transmitidas e um poço de sentimentos profundo demais! Hoje tranquiliza-me a certeza de que nem a distância e nem a morte afasta-nos, nunca antes me senti tão perto do meu pai! Sinto-o dentro de mim, sinto-o todas as vezes em que reconheço-o nas minhas atitudes, sinto-o quando não ultrajo a sua memória. Tudo o mais é perecível.  

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O marido fez anos e decretamos feriado!

Ontem folguei, quero dizer, folgamos! Deixamos as meninas e tiramos o dia só para nós os dois. É que foi aniversário do marido e nós fugimos, escondemo-nos, como fazem as crianças traquinas. E soube muito bem! Apesar dos anos terem trazido algumas rugas e cabelos brancos (só no marido!), continuamos achando graça um do outro, brincamos e adoramos estar juntos... O que é isto, senão o amor?
 
Parabéns para ti, marido! E para nós, que temos a ti!
 


 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

É Dia de São João e de Bolo de Fubá de Milho tipicamente do Nordeste brasileiro!

Só quem é do Nordeste do Brasil consegue imaginar de que tamanho fica o meu coração nesta época do ano, a saudade que sinto de aquecer o corpo ao pé de uma fogueira, assar milho, comer amendoim cozido, canjica, bolo de milho, docinhos de jenipapo e beber licor de todos os sabores: jenipapo, jabuticaba, mel de cacau... depois dançar quadrilha, encontrar os amigos que chegam de todas as bandas, festejar! É São João!
 
Os amigos de Portugal devem estar a se perguntar: "Mas isso não se parece nada com o São João do Porto!". Têm razão! Embora as festas juninas - Santo António (13-06), São João (24-06) e São Pedro (29-06) tenham sido introduzidas no Brasil pelos portugueses, com o passar dos anos ganharam outras características, abrasileiraram-se! E como Junho é o mês de colheita da safra do milho, este cereal está presente na maioria das comidas típicas desta festa, como bolos, mingaus (caldos), milhos cozido ou assado, pamonhas, canjicas, dentre outras. Portanto, nada parecido com as sardinhas, caldos verde, broas, pimentos e vinhos dos nossos colonizadores!
 
Nestas ocasiões, é de todo impossível conter as minhas origens, de modo que hoje à noite vamos ouvir forró lá em casa e comer o Bolo de Fubá de Milho que preparei para minimizar a minha saudade. Vou reunir todos na sala e recontar às meninas e ao marido as minhas memórias (dão com isto todos os anos!), cantar e dançar quadrilha, vamos nos divertir mesmo com a conjuntivite viral que nos assola e já dura uma semana. Ah! Um dia ainda os levo a verem de perto o meu São João!
 
Mas por ora, partilho a minha receita de Bolo de Fubá de Milho, como tradicionalmente é feito no Nordeste brasileiro. Sei que vocês vão adorar! Tal como os outros que já postei aqui, também este bolo é muito fácil de preparar, rápido e de poucos ingredientes. Além do mais, é delicioso, fica muito fofinho e acompanha divinamente o cafezinho no fim da tarde. Então, viva São João, meus amigos!
 
Ingredientes
2 chávenas (xícaras)* de fubá ou farinha de milho
1 chávena (xícara) de farinha de trigo
1 chávena (xícara) de óleo ou manteiga
1 chávena (xícara) de leite
1 chávena (xícara) de leite de côco
1 chávena (xícara) de açúcar
1 pitada de sal
3 ovos
1 colher de sopa de fermento

*A medida é mais ou menos 200ml
 
Modo de fazer
Misturar ou bater todos os ingredientes no liquidificar, a exceção do fermento, que é incorporado por último e ligeiramente misturado. Colocar em forma untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo. Levar ao forno pré-aquecido, a mais ou menos 180º. Assa em mais ou menos 40 minutos.
 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Santo António de Lisboa, de Padova e de todos nós!

Por ser Dia de Santo António, minhas memórias me levam de volta à infância e ao início das festas juninas, que têm um significado especial para quem vem do interior do Nordeste brasileiro; mas principalmente, ao meu pai, pela sua predileção a este Santo. 

Talvez não por acaso o destino me trouxe à Coimbra, onde o Santo estudou, e à Lisboa, de onde proveio. Talvez por uma qualquer interceção paterna, Ele me proteja! Talvez por isto o meu coração tenha ficado tão pequenino, impossibilitando-me de conter as lágrimas quando a Maluzinha, aos 5 meses, fora abençoada na Basílica de Santo António de Padova, local onde repousam os seus restos mortais. Talvez nenhuma coincidência me tenha guiado à Clínica de Santo António, onde a Evinha nasceu. Nem desconfiaram que quando me presentearam com a imagem do Santo vinha oculto naquele gesto a presença do meu pai que só eu sentia!

Venho, portanto, somente louvar, do modo que sei, o glorioso Santo António, mais um português adorado pelos brasileiros, o Santo do meu coração! O Hino a Santo António, interpretado majestosamente por Maria Bethânia, é a minha Oração.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

No dia de Camões, nossa homenagem à língua portuguesa: Passatempo "Batalha de Mestre", do brasileiro Achel Tinoco, e "Caronte à Espera", da portuguesa Victória F.

No dia 10 de Junho comemora-se o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades  Portuguesas. O feriado nacional em honra de Luís Vaz de Camões, conhecido como o génio da pátria portuguesa, é alusivo à data da morte do autor de “Os Lusíadas”, em 1580.
 
Até hoje o poeta aventureiro propaga a língua portuguesa, a sétima mais falada no mundo, e dá nome ao prémio literário mais importante da língua portuguesa – o Prémio Camões – que na edição deste ano galardoou o escritor moçambicano Mia Couto.
 
Vejo a escrita como a forma mais bela de imortalizar as pessoas e suas ideias, por isto, aproveito a ocasião para homenagear não só o já imortal Camões, como também todos os escritores de língua portuguesa. Neste universo, ressalto uma escritora portuguesa ainda pouco conhecida, de pseudónimo Victória F., pela particularidade de editar e lançar o seu primeiro romance através de uma Editora brasileira, a Aped.
 
Caronte à Espera é de leitura agradável e surpreende pelo cuidado da Autora com a escrita do português, a forma melódica da narrativa, sendo na minha opinião uma excelente escolha para os mais exigentes com a precisão e correção da linguagem. É um livro sugestivo, por exemplo, para um trabalho de literatura portuguesa, principalmente por trazer em notas de rodapé esclarecimentos quanto à grafia de alguns vernáculos em português de Portugal e do Brasil.
 
Por isto, e para presentear os leitores destes alfarrábios pela passagem desta data tão significativa, criei um Passatempo que consiste em:
 
  1. Escrever uma frase contendo a palavra “alfarrábios”, nos comentários a este post na pagina do Blogue no Facebook;

  2. Identificar dois amigos nos mesmos comentários ao post, indicando-os para participarem do Passatempo;   

  3. Dar “gosto” nas páginas Nos meus alfarrábios e Editora Aped, ambas no Facebook;

  4. Partilhar este post na própria cronologia.
As duas frases mais criativas - escolhidas entre um participante do Brasil e outro de Portugal - receberão das mãos dos respetivos escritores os livros Batalha de Mestre, do brasileiro Achel Tinoco, e Caronte à Espera, da portuguesa Victória F. Os locais de entrega dos exemplares serão possivelmente num Café de uma Livraria de Salvador e outra de Lisboa, em data e local a combinar, após 15 dias do lançamento do Passatempo. Caso a entrega pessoal seja inviabilizada por questões geográficas, os exemplares serão autografados e enviados aos vencedores via Correios.
 
Já vos apresentei o livro Batalha de Mestre, no post de 07 de Maio, e recomendo que revisitem-no. Sobre Caronte à Espera, só posso dizer-vos que estou a lê-lo devagar, com atenção em cada palavra e frase bem colocada, na esperança de que a leitura se prolongue por mais tempo. É um livro intenso, que prende o leitor e que decifra muitos dos personagens que guardamos dentro de nós!
 
Confiram a sinopse e o Book Trailer de Caronte à Espera, de Victória F., e não percam por nada este Passatempo: 
 
Artur, um recém reformado aprisionado na rotina de uma vida sem surpresas, decide morrer. Então encontra um motivo para protelar esse gesto na forma de um rosto nunca antes notado numa velha fotografia. Este acontecimento leva-o a empreender uma viagem ao longo da qual passa a acreditar que esse homem impresso é o seu destinado salvador. Artur titubeia entre o desejo da morte e o de redenção quando conhece alguém, um confidente ou um mentor, que insiste em conduzi-lo pela mão até ao seu fim planejado. 
    

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Confissões de uma mulher de 40

Nem me apercebi e quando vi já era chegado os 40. Agora cá estou, com ar de incrédula, de que falta qualquer coisa, qualquer sensação nova que só se sente aos 40. Afinal não se passa nada! Ou melhor, vou corrigir o que disse: Pensando bem, quando entrei nos 30 lembro-me de chorar todo o dia, como se o mundo estivesse à beira do fim. E tomei sérias resoluções nesse dia! Foi a partir daí que abri o coração para a pessoa certa, mudei de país, retomei projetos e fui mãe. Portanto, passados 10 anos, não tenho razão para queixar-me que os 40 não é bem aquele dia em que obrigamos-nos a estar felizes, em festa, vestir branco, saltar 7 ondas e comer 12 uvas! Sinto-me como quem acorda numa Segunda-feira e despacha a filha mais velha para a Escola; dá o leite a mais pequena; um beijo de despedida no marido e espera, absorta, por um qualquer raio que diga que é dia de aniversário mas não um qualquer! O dos teus 40 anos!

A verdade é que entrei no segundo ato, na metade que falta da viagem e não me sinto a tal loba dos 40! Quem foi mesmo que disse isso? Talvez a falta de euforia deste dia, para além da sensação estranha de que já percorri boa parte do caminho, deve-se ao facto de esforçar-me para ser feliz todos os dias! E sou, variavelmente.

Costumava brincar que iria comemorar os 40 numa clínica de estética, esticada, plastificada. E nem foi assim tão preciso! Hoje trago comigo as marcas da caminhada, naturalmente, nem feia nem bonita. É o meu desenho, o meu mapa de estrada. Tenho vida, saúde, amores, amigos; tenho planos, sonhos, tenho tudo que mereço, que me proponho. Falta-me só abraçar a minha mãe - para ser perfeito! - e agradecer-lhe a vida. Mesmo assim vou dizer-lhe, de coração, que tenho sido incansável e que a vida me tem sido generosa. Sinto falta do meu pai, hoje mais do que nos outros dias. No mais, acho mesmo que sou corajosa; e acredito, de verdade, que tenho a família que sempre sonhei. Falta-me outras coisas, sem dúvida, mas não se pode ter tudo!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Feliz dia mundial da criança!

O dia mundial da criança foi comemorado pela primeira vez em 1950, mas muita gente desconhece a razão pela qual as crianças têm um dia dedicado a elas. Conta a história que a ideia de instituir um dia da criança começou com o pós-Guerra, quando o mundo percebeu a grave situação de abandono e orfandade em que se encontravam os menores. Surge assim a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), em 1946, órgão da ONU (Organização das Nações Unidas) mundialmente conhecido por promover a defesa dos direitos das crianças.
 
Mas ainda era insuficiente, de modo que em 1950 a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs a ONU a criação de um dia dedicado às crianças de todo o mundo, comemorado pela primeira vez em 1 de Junho de 1950. Desde então a ONU reconhece que toda a criança, independentemente da raça, cor, sexo, religião, idioma ou opinião política, tem direito a um nome e nacionalidade; amor e compreensão; alimentação; cuidados médicos; educação; proteção contra todas as formas de exploração e de crescer num clima de paz. Estes direitos foram formalizados em 20 de Novembro de 1959, com a aprovação legal da Declaração dos Direitos da Criança, um documento contendo os 10 princípios mais importantes em termos de defesa das crianças (embora nem sempre sejam cumpridos!).
 
Por isso, penso que uma forma simbólica de comemorar o dia da criança é tendo uma ação proativa em relação a crianças em situações mais vulneráveis, seja através de pequenos donativos ou proporcionando-lhes um dia diferente. Como também, comemorar com as que nos são próximas, aproveitando o dia para viver em família momentos felizes e de lazer, como aliás é direito consagrado pela Declaração da ONU.
 
A minha dica é uma visita a Feira do Livro de Lisboa, que amanhã, a partir das 11 horas, terá imensas atividades voltadas para as crianças (e para os adultos também!), tais como: ateliês, lançamento de livros, DJ Kid, leitura de poemas e contos e muito mais... Ou um simples piquenique, uma ida à praia, um passeio em um parque da cidade onde estejam, pois é de espaço e liberdade que elas mais gostam!
 
Aproveitem bem o dia, façam suas crianças felizes e divirtam-se também!
 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Angels in the Garden

Para aqueles que creem, o Batismo é o nascimento da criança para a vida cristã, significa uma nova vida, purificada do pecado original. Mas também é uma tradição, um dia de festa, de comemoração, de encontro e de grande alegria! Esta a razão pela qual, tal como nos preparamos para a chegada do nosso filho, preparamos o dia do seu Batismo de forma a ser inesquecível, perfeito em cada detalhe minuciosamente imaginado e realizado. Desde a escolha dos padrinhos à Igreja, a roupa da criança, as flores, as lembranças que serão para sempre guardadas daquele dia, tudo deve parecer-nos encantador! E anos depois, cada vez que folhearmos o álbum de fotografias, recordaremos cheios de emoção aquele dia de sonho para toda a família!
 
Há pouco tempo vivi a experiência do Batismo com a Malu e não vejo a hora de repeti-la com a Eva, ainda mais depois do ensaio fotográfico que fizemos com elas no domingo passado! Desta vez, um grupo de amigos empreendedores reuniram-se em volta do tema “Batismo” e, cada qual em sua vertente, ofereceram ideias e sugestões maravilhosas!
 
Falo-vos da Mamã dá Licença, loja especializada em enxovais e roupas de criança que mais parecem saídas de um conto de fadas; da Pó de Cacau, dedicada a confeção de brindes personalizados e embalagens elegantes, de bom gosto e muito criativas; da Lili Cherry, capaz de fazer maravilhas com flores, conferindo a tudo um ar romântico e delicado, da Live Wedding Vídeo, especialista em contar histórias dignas de Cinema  e dos Estúdios J. A. Santos, experientes em captar a magia das crianças e em reportar dias festivos de modo a nunca se apagarem de nossas memórias.
 
Foi um dia meio a brincar, mas realizado de todo o coração! Uma amostra que poderá vos ajudar quando forem a vossa fez (a valer!) de idealizarem o Batizado dos vossos pequenos… Soltamos nossos anjos no jardim e o resultado foi um sonho!
 

 

domingo, 12 de maio de 2013

Feliz Dia da Minha Mãe!

Conta a história que em 1905, a americana Anna Jarvis, após a morte de sua mãe, entrou numa grande depressão. Preocupadas com o seu estado, um grupo de amigas decidiram organizar uma festa em homenagem à mãe de Anna, como forma de perpetuar a sua memória. Anna quis que a festa se estendesse para todas as mães do mundo, vivas ou mortas, e em 1914 a data foi oficializada, passando a ser comemorada no segundo domingo de Maio.
 
Vários países seguiram o exemplo dos Estados Unidos, instituindo um dia nacional em homenagem às mães. No Brasil, também comemora-se o Dia das Mães no segundo domingo de Maio. Portanto, hoje a minha mãe está de parabéns pelo seu dia! Infelizmente a distância não permite que eu esteja com ela (como gostaria!), proporcionando-lhe quem sabe um dia agradável e feliz! Quero, ainda assim, recordar-lhe que eu apenas cresci, tornei-me mãe, mas guardo intocável as memórias do seu melhor amor.
 
Hoje, nos meus alfarrábios, encontrei uma foto que reflete exatamente esse amor, onde me encontro sentada ao seu colo. Tinha perto de 3 anos e a minha mãe, aproximadamente, 21. Era um dia de domingo e vestíamos condizentes. Olhando para a foto, posso lembrar-me até do perfume que me punha e do quanto eu me sentia feliz, protegida, cuidada e amada. Custa-me imenso que esse amor às vezes pareça ter ficado guardado num passado impresso em fotografias, sufocado entre angústias e preocupações, sem tempo para ser ele mesmo! E qual a minha culpa para que isso tenha acontecido?
 
Por isso, hoje, comemoro o dia da minha mãe e lhe presto a minha mais sentida homenagem, sentada ao seu colo, feliz, protegida, cuidada e amada… Porque o amor que dela recebi perpetuou-se no infinito amor que sinto por ela!
 

sábado, 4 de maio de 2013

Queridas Mães!

Todas as noites antes de dormir, enquanto a Malu faz suas orações ao Anjo da Guarda – que sempre terminam numa prece para que “não sonhe com os maus, nem com nada”, a Eva ouve atenta e eu concluo abençoando-as e fazendo os meus pedidos... dirigidos a elas. Hoje nada pedi. Agradeci a Deus o facto de ser a mãe delas e o facto de, desde então, nunca mais ter estado só.

As minhas filhas vieram para ensinar-me o verdadeiro significado do amor de mãe. Não se ama um filho só por ser mãe! Muitas vezes, o amor de mãe nos engana e vem depois disfarçado de outras caras, outras formas... daí que a verdadeira mãe nem sempre é a biológica. E foi somente através de minhas filhas que eu compreendi isto a fundo. Devo-lhes o meu amor-próprio, a minha compaixão e a minha vida totalmente preenchida.

Mas sei que, como eu, um dia elas seguirão à procura da sua própria definição de amor, naquela viagem que provavelmente me trará novamente para dentro de mim. Hoje a minha maior tarefa, como mãe, é prepara-las para esse caminho por vir, plantando em seus pequenos corações o amor e o respeito pela família. Passo-vos o que de bom recebi e preservo-as daquilo que não quis para mim. Porque o verdadeiro amor, é justo! 

Também por isto, escolhi para esse dia um trecho do livro O Profeta, de Gibran Khalil Gibran, que muitos devem conhecer ou já devem ter ouvido falar. Li-o ainda na adolescência e, já na altura, a minha alma ansiosa guardou-o na memória, predisposta a segui-lo. 

Feliz Dia da Mãe, queridas mães! Em Portugal, hoje celebra-se o nosso dia. No Brasil é comemorado no segundo domingo de Maio. Feliz Dia da Mãe, a mim e à minha também!
"E uma mulher que carrega o filho nos braços disse: 'Fala-nos dos filhos'.
E ele disse: 'Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a Sua força para que Suas flechas se projetem, rápidas para longe. Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria: pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável'".
(Gibran Khalil Gibran, O Profeta, 1923). 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Homenagem a Monteiro Lobato no Dia Mundial do Livro: "O Grito da Mula-sem-cabeça", por Luís Cabral de Oliveira

Dadas as festividades do mês de Abril e o próprio significado do nome “alfarrábios”, não poderia ser em outro mês o nascimento deste blogue! Isto porque é neste mês que se comemora o Dia Mundial do Livro Infantil (2 de Abril), o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor (23 de Abril) e no Brasil, ainda, o Dia Nacional do Livro Infantil, em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato a 18 de Abril (1882). Portanto, sendo o mês de Abril dedicado ao livro, “nos meus alfarrábios” já nasceu embalado pelos deuses literários, o que é sem dúvida um excelente presságio!
 
A outra boa notícia é que, para comemorar o Dia Mundial do Livro, a Livraria Wook devolve 100% do valor dos livros comprados através do seu site. É uma campanha imperdível para os amantes da leitura e válida somente hoje, por isso, aproveitem!
 
Por cá, o escolhido para ser homenageado, entre tantos neste universo encantado dos livros, foi o grande escritor brasileiro José Bento Monteiro Lobato. E isto se justifica, desde já pelo acervo de grande valor do Autor, como a coleção «O Sítio do Pica-pau Amarelo» (1920), com mais de 30 livros que até hoje nos fascina a todos. Além disso, Monteiro Lobato foi um dos maiores incentivadores da leitura e será para sempre recordado pelas suas frases célebres, como “Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”, ou ainda, “”Um país se faz com homens e livros”.
 
Contudo, lamentavelmente, o Brasil que homenageia o seu ilustre filho dedicando-lhe o Dia Nacional do Livro Infantil (Lei nº 10.402, de 8 de Janeiro de 2002) é o mesmo que pretende retirar a sua obra «Caçadas de Pedrinho» (1933) do Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBB), acusando-a de possuir elementos racistas.
 
A polêmica ainda não foi encerrada, terminando sem consenso a audiência de conciliação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) em Setembro do ano passado. De positivo, o Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA) desistiu de pedir a proibição da adoção dos livros de Monteiro Lobato e o Ministério da Educação e Cultura (MEC) solicitou à editora a inserção de texto nos novos exemplares em que se explica e contextualiza a obra, assegurando a qualificação dos docentes para o efeito. Mas o IARA mesmo assim considera as providências insuficientes.
 
O debate, verdadeiramente, é um escárnio na cultura e na história intelectual brasileira! Não é excluindo os livros de Monteiro Lobato (há um outro em discussão, «Negrinha», de 1920) que se erradica o problema racial no Brasil, mas antes pelo contrário, utilizando-os para combate-lo, de forma adequada, identificando as diversas formas de racismo ainda existentes, através da mediação do professor.
 
Isto também foi sentido, de forma comovida, por Luís Cabral de Oliveira, colega de doutoramento, amante dos livros e da história da colonização portuguesa. O Luís tem um blogue que eu simplesmente adoro (e sou seguidora) e que tem um nome muito peculiar: «Prazos do Serrazim». Explicou-me que a escolha deve-se ao nome de uma propriedade do avô, localizada nos arredores de Coimbra (Poiares).
 
O Luís é de todo um historiador! Enquanto vai-e-vem à Goa nos conta histórias magníficas, como “O Grito da Mula-sem-cabeça”, que começa pela história da sua própria família, desde a avó Joaninha. E eu, leitora, desejei imensamente ter conhecido esta Senhora ancestral do Luís, pelo simples fato de ter sentido a sua força vibrante transmitida através de tantas gerações e que o Luís tão bem soube narrar! Silenciosamente, fiz votos para que minhas filhas saibam passar adiante, da mesma forma tão bela, os ensinamentos e orgulho que sinto em ser e me manter brasileira, com tudo o que isto implica. Não é para isto que serve a leitura, para nos transportar através do tempo?
 
Melhor é ler o texto do Luís, a quem reporto-me nesta homenagem a Monteiro Lobato. Sei que saberão perceber a razão para além desta homenagem, aquela que tocou meu coração e que partiu de um português orgulhoso de sua ascendência brasileira lá nos confins, em defesa do que é “nosso”. Senti, de repente, que tudo era uma coisa só!
 
Sem mais, corram ao Prazos do Serrazim e leiam “O Grito da Mula-sem-cabeça”, postado em 13 de Setembro de 2012.